O Paraguai pode elevar para até US$ 1.8 bilhão o valor que o Brasil paga anualmente pela energia procedente da hidrelétrica de Itaipu, contra os atuais US$ 109 milhões, afirmou o presidente paraguaio, Fernando Lugo, em uma entrevista, na sexta-feira, ao jornal espanhol “El Mundo”.
“Hoje recebemos US$ 109 milhões ao ano de Itaipu e nos oferecem subir a US$ 200 milhões. Nós queremos pelo menos de US$ 1.2 bilhão a US$ 1.8 bilhão por ano”, respondeu Lugo ao ser questionado se o Paraguai renegociará os tratados das hidrelétricas que administra com o Brasil e a Argentina. “Lutamos por um preço justo, o de mercado. O Paraguai é um país pobre que, de alguma maneira, está subsidiando a energia do Brasil”, disse Fernando Lugo.
O governo de Lugo questiona o preço que o Brasil paga pela energia paraguaia, da qual Brasília tem prioridade de compra. O presidente paraguaio quer esgotar os meios bilaterais, mas deu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o prazo de um ano para um acordo. “Se neste tempo não tivermos resposta…”, afirmou, sem completar a frase.
“Agora a energia vai diretamente para o Brasil, não sabemos nem sequer quanta. Falta alcançar o preço justo e a livre disponibilidade da energia”, destacou o presidente.
Paraguai pode elevar preço da energia de Itaipu para o Brasil
Em: 8 de setembro de 2015
O Paraguai pode elevar para até US$ 1.8 bilhão o valor que o Brasil paga anualmente pela energia procedente da hidrelétrica de Itaipu, contra os atuais US$ 109 milhões, afirmou o presidente paraguaio, Fernando Lugo
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também

No Dia da Amazônia, campanha pede que eleitor vote por floresta em pé
5 de setembro de 2026

Rock in Rio: Como a Geração Z revoluciona o mercado de festivais
5 de setembro de 2026

AGU diz que não agiu em nome da PF para tirar Mendonça: ‘Intervenção processual’
5 de setembro de 2026

Lula diz que Trump quer ‘acabar com o Pix’ e afirma que defenderá sistema de pagamentos
5 de setembro de 2026

Cidades planejadas transformam o desenvolvimento da Amazônia
5 de setembro de 2026

Mulheres indígenas reivindicam protagonismo como guardiãs da Amazônia
5 de setembro de 2026

Especialistas defendem indígenas na restauração de terras
5 de setembro de 2026
