Páscoa turbina vendas dos supermercados

Em: 26 de maio de 2011
As vendas em supermercados do país cresceram 13,6% em abril deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2010. A divulgação é da Abras (Associação Brasileira dos Supermercados) e já tem descontada a inflação acumulada no período
As vendas em supermercados do país cresceram 13,6% em abril deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2010. A divulgação é da Abras (Associação Brasileira dos Supermercados) e já tem descontada a inflação acumulada no período

As vendas em supermercados do país cresceram 13,6% em abril deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2010. A divulgação é da Abras (Associação Brasileira dos Supermercados) e já tem descontada a inflação acumulada no período.
Na comparação entre março e abril deste ano, houve alta de 7,17% nas vendas também em termos reais. Nos primeiros quatro meses de 2011, as vendas já cresceram 5,50% em relação ao mesmo período de 2010.
A Páscoa foi o que impulsionou o crescimento das vendas no mês de abril, considerado “excepcional” pelo presidente da Abras, Sussumu Honda. “A Páscoa é considerada o segundo melhor momento de vendas para o setor, só perdendo para o Natal”, lembrou.
Em abril, a cesta de 35 produtos de largo consumo que compõem o AbrasMercado apresentou alta de 1,05% em relação ao mês de março (de R$ 297,39 para R$ 300,52). No período, o IPCA (Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo) variou 0,77%. Em 12 meses, a cesta acumula alta de 7,59%. Em abril do ano passado, ela custava R$ 279,32.

Desaceleração no autosserviço

A desaceleração das vendas nos supermercados brasileiros atingiu todas as categorias de produtos conforme levantamento da Nielsen realizado a pedido da Abras. Segundo a pesquisa, o volume comercializado nos autosserviços cresceu 3,7% no primeiro quadrimestre deste ano, o que representou praticamente metade da evolução de igual intervalo de 2010, quando a quantidade de produtos vendidos nos supermercados subiu 7,2%.
“Todas as categorias já crescem num ritmo menor este ano e a indústria deverá se adaptar a esse novo patamar”, afirmou Sussumu Honda. O presidente da Abras ressalta, porém, que o nível de crescimento observado neste início de ano “continua forte”, o suficiente para manter a demanda da indústria alimentícia aquecida, tanto em termos de produção quanto de investimentos. “Os ganhos de massa salarial, mesmo menores do que no ano passado, sustentam o crescimento das vendas nos supermercados”, frisou.
De acordo com o levantamento da Nielsen, o crescimento das vendas de bebidas alcoólicas desacelerou de 16,1%, registrado no primeiro quadrimestre do ano passado, para 8,4%, nos quatro primeiros meses de 2011. Na mesma comparação, houve desaceleração das vendas de bebidas não alcoólicas, de 12,7% para 3,5%; de produtos perecíveis, de 9,6% para 7,8%; de limpeza caseira, de 6,9% para 3%; de mercearia salgada, de 5,4% para 0,8%; de mercearia doce, de 3,5% para 1,9%; e de higiene e limpeza, de 3,5% para 3,3%.
Para Honda, a categoria de produtos perecíveis vem se destacando, mesmo com o crescimento das vendas abaixo do observado em 2010. As vendas de queijo, por exemplo, subiram 13%, enquanto carnes congeladas acumulam alta de 12,2% e iogurtes, 5,3% nos quatro primeiros meses deste ano frente aos quatro primeiros meses de 2010. Outros produtos com forte aumento das vendas são vinho (29%), suco de fruta pronto (21,5%) e bebidas à base de soja (17,6%).
Apesar do forte crescimento de abril, Honda avalia que a evolução do faturamento do setor não deverá se manter na faixa dos 5,5%. “A tendência, daqui para frente, é de diminuição do consumo, acompanhando um crescimento menor da massa salarial”, encerrou, reafirmando a projeção do setor de crescimento de 4% das vendas reais para este ano.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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