Passageiros enfrentam atraso de 14 vôos da Aerolíneas Argentinas

Em: 29 de julho de 2008
A assessoria de da companhia explica que “faltam aeronaves para atender a todos os vôos programados pela administração anterior”
A assessoria de da companhia explica que “faltam aeronaves para atender a todos os vôos programados pela administração anterior”

Centenas de turistas europeus, norte-americanos ar­gentinos, brasileiros, chilenos e dos demais países latinos sofrem com o atraso de 14 vôos da Aerolíneas Argentinas e da Austral no Aeroparque Metropolitano, em Buenos Aires, que opera os vôos nacionais e a ponte aérea Buenos Aires-Montevidéu, e no aeroporto internacional de Ezeiza.
O caos começou no fim de semana e promete se prolongar durante essa semana de férias de inverno na Argentina. Os destinos mais prejudicados são para a Patagônia e o Norte do país. A companhia, que passou das mãos do grupo espanhol Marsans para o governo argentino há duas semanas, alega que o problema se deve à venda excessiva de passagens para os 28 aviões em operação.
O aeroporto está lotado de turistas que protestam, gritam e xingam. A as­sessoria de imprensa da companhia explica que ­“faltam aeronaves para atender a todos os vôos pro­gramados pela administração anterior e, por isso, alguns são ­reprogramados, provocando atrasos”. Ontem, 18 vôos sofreram atrasos de até 24 horas.
“A maioria das naves está fora de serviço por falta de manutenção e provoca o overbooking”, argumentou o ministro do Planejamento e Obras, Julio De Vido, que acusou a Marsans de emitir passagens –em valor equivalente a US$ 140 milhões– sem ter uma frota com capacidade para atender aos passageiros.

Passageiros sem auxílio

Segundo os sindicatos, a Marsans emitiu passagens como se todos os 67 aviões da empresa estivessem em pleno funcionamento. Mesmo com espera de até 24 horas, não são oferecidas por parte da companhia refeições e hospedagens em hotéis para os passageiros atingidos, como pressupõe a regulamentação do setor.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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