Dia 30 se encerra o prazo para o pecuarista que vacinou seu gado contra a febre aftosa fazer a declaração junto a um escritório do Idam (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas) e adquirir sua Guia de Trânsito Animal. O objetivo é vacinar integralmente o rebanho bovídeo (bovinos e bubalinos) estadual, hoje estimado em 1,6 milhão de cabeças.
Este ano, o período de campanha de vacinação foi alterado.
O principal motivo para a prorrogação da segunda etapa foi a vazante dos rios, que dificultou o acesso dos técnicos às localidades de alguns municípios.
A princípio, o prazo máximo para o pecuarista declarar que imunizou seu rebanho seria até o dia 15. De acordo com o gerente de apoio à produção animal da Sepror (Secretaria de Estado da Produção Rural), Sebastião Mendonça, 95,3% do gado vacinado já teve sua declaração apresentada. “Acredito que até sexta-feira, já teremos um balanço geral”, disse. Dos 62 municípios amazonenses, 30 alcançaram todos os bois e búfalos existentes, entre eles, Boca do Acre e Parintins, detentores dos maiores rebanhos do Estado.
Vacinação deve atingir 100%
A meta da secretaria é atingir 100% do gado com a vacinação e adquirir o status de área livre de febre aftosa junto ao Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) até 2009.
Mais de 400 técnicos da Sepror, incluindo profissionais do Idam e da Codesav (Comissão Executiva Permanente de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), estão participando das ações de imunização do gado.
Além da tarefa de vacinar o rebanho estadual, os técnicos estão envolvidos também em outra ação estratégica para a pecuária amazonense: o cadastramento e georeferenciamento de todo o rebanho estadual. “Assim, vamos saber onde está cada propriedade, a quem pertence e quantos animais vivem ali. Teremos uma radiografia do nosso rebanho. A medida é um dos requisitos do Mapa”, explicou o titular da Sepror, deputado Eron Bezerra.
O diretor-presidente da Codesav, Alexandre Araújo, pede atenção especial aos pecuaristas amazonenses quanto ao prazo para declaração das vacinações. Segundo ele, quem não declarar estará sujeito à notificação. A ausência de vacinação também pode gerar a interdição da propriedade rural e multa de R$ 40 por cabeça de gado não imunizada, além de não-acesso ao GTA ((Guia de Trânsito Animal).







