Peixes da RDS do Tupé serão comercializados

Em: 30 de abril de 2010
Mais de 10 mil unidades de tambaqui-curumim (Colossoma macropomun) já foram produzidas por meio da técnica tanque-rede na comunidade de São João do Tupé, na RDS (Reserva de Desenvolvimento Sustentável), localizada a 25 km da capital.
Mais de 10 mil unidades de tambaqui-curumim (Colossoma macropomun) já foram produzidas por meio da técnica tanque-rede na comunidade de São João do Tupé, na RDS (Reserva de Desenvolvimento Sustentável), localizada a 25 km da capital.

Mais de 10 mil unidades de tambaqui-curumim (Colossoma macropomun) já foram produzidas por meio da técnica tanque-rede na comunidade de São João do Tupé, na RDS (Reserva de Desenvolvimento Sustentável), localizada a 25 km da capital. O produto é vendido na própria comunidade e comercializado pelos permissionários das barracas da praia nos finais de semana.
O tambaqui-curumim é um sucesso entre os banhistas do local devido o sabor iniguável. Foi o que garantiu a coordenadora do projeto que tem incentivado a criação dos peixes pelos moradores, Ana Cristina Belarmino, da Ufam (Universidade Federal do Amazonas).
Doutora em Energia Nuclear Aplicada à Agricultura, Belarmino explicou que o trabalho vem sendo desenvolvido com recursos da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas) desde 2008. Ela disse que o trabalho de campo é feito pelos pesquisadores da Ufam em parceria com as famílias residentes no local.
“Hoje, existem 24 tanques-rede instalados na comunidade. Os tanques são mantidos pelos moradores, que se revezam no trabalho de manutenção. O produto que é considerado nobre entre os peixes regionais é comercializado na própria comunidade por R$ 2,50 a unidade, com aproximadamente 400 gramas”, salientou.
A pesquisa foi realizada por meio de recria e engorda, conforme Belarmino, em tanques-rede com volume de 6m³, em um ciclo de cultivo com duração de seis meses. “O cultivo foi rigorosamente monitorado, obedecendo às boas práticas de manejo e qualidade ambiental, ou seja, um cultivo ecologicamente correto”. A pesquisadora revelou que a intenção é expandir a produção para a criação de outras espécies. Ela informou que, atualmente, estão utilizando os tanques para criação experimental de pirarucu. O objetivo é que o peixe possa ser exposto para visitação turística. Com isso, estarão potencializando o ecoturismo na região.
Inicialmente, a expansão do projeto tinha a finalidade de proporcionar uma fonte de proteína para a população da comunidade. O resultado é que, agora, as pessoas da Reserva do Tupé e das localidades vizinhas não precisam se deslocar até Manaus para adquirir peixe. “Além de gerar renda, as famílias podem vender o excedente”.
A pesquisa iniciou em 2006 com o projeto do Biotupé, do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amaonia), Edital CTAgro/CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Em 2007, foi selecionado no 11º Concurso Universidade Solidária/Banco Real.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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