Tap4 aponta novos rumos do empreendedorismo amazonense
A Tap4, empresa amazonense de softwares, fechou o ano de 2014 com crescimento recorde, atestando a vocação da região para a inovação em TI (Tecnologia da Informação) e justificando as perspectivas para 2015 como o ano das startups. A Tap4 encerrou o ano com faturamento de R$ 13 mi, um surpreendente avanço além do milionário montante de R$ 6,9 mi computados em 2013. Para o ano que se inicia, o CEO (Chief Executive Officer, ou Diretor Executivo em português) e fundador da Tap4, André Tapajós, tem os olhos bem abertos, enxergando muito além da floresta.
Ao iniciar a Tap4 em 2011, Tapajós já acumulava experiência em grandes empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus) e após a abertura de seu empreendimento, chegou a ser eleito “Micro Industrial do Ano” pela Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas) em 2012, ano em que incorporou a startup Petit Fabrik. Agora o CEO comemora o crescimento do segmento. “As empresas que estavam em ‘testes’ nos últimos três a quatro anos, enfim começam a tomar forma e a se tornarem escaláveis, cada uma em seu tempo e formato. O segmento cresceu bastante e muitas estarão com produtos finais prontos para adentrarem no mercado nacional e internacional”
A consolidação das startups representa um novo boom na inovação amazonense. Os quadros estão se renovando e a experiência conta muito, mas não se deve esquecer da capacitação. “Muitos deixaram seus antigos empregos, alguns entraram em outras startups para empreenderem.
Mas não é necessário apenas o conhecimento técnico. É preciso saber navegar e sobreviver no mercado que se abre agora. O bom é que agora, com os anos de maturação, os novos podem aprender com os erros. Nós aqui na Tap4 erramos bastante até atingirmos o que que queríamos”, disse Tapajós.
Tendência
Como tendência para 2015, Tapajós cita a wearable computing (computação vestível) como relógios e tênis, seguindo como exemplo o Google Glass, em que a tecnologia estará em todo lugar, podendo ser vestida. A tendência já está nos planos da empresa. “A Tap4 está conectada com algumas empresas do Vale do Silício (EUA) para a produção de alguns destes itens. Teremos em breve, ainda de maneira experimental dois modelos de óculos, um de realidade aumentada e outro de realidade virtual. Acreditamos que em breve estes produtos estarão prontos para comercialização, deixando a fase de testes. É uma questão de tempo”, afirma.
Os eventos ligados a TI e inovação também são lembrados por Tapajós como fomentadores da nova cultura. A Campus Party brasileira vem crescendo a cada ano e no Amazonas, a Feira do Empreendedor do Sebrae parece ser espelho do sucesso. “A inclusão de eventos empreendedores em nosso calendário tem importância na forma como divulga o que é produzido em TI no Brasil. Mesmo algo local como a Feira do Empreendedor é uma grande vitrine, além de agregarem as pessoas envolvidas no processo. Networking é imprescindível,” comenta Tapajós.
A Tap4, de acordo com o CEO é uma das mais representativas desta nova leva de empreendedores amazonenses. “Dispomos de tecnologia e pessoas capacitadas, é uma vocação nossa. 76% das pessoas que trabalham na Tap4 são locais. Enxergar o segmento como a profissão do futuro é realidade. São pessoas mais bem formadas e os salários são muito bons contribuindo com a economia amazonense”,conclui.
Alternativa
Mesmo com a prorrogação da ZFM (Zona Franca de Manaus) por mais 50 anos, Tapajós crê que a inovação e os novos formatos de negócios podem impulsionar a cadeia produtiva do Estado. “O maior incentivo a TI por parte do Estado, poderá um dia ser uma das alternativas para o ZFM e logo Manaus poderá ser um polo exportador de softwares.
Essa alternativa se dá por diversos fatores. Um deles é que as barreiras para estes produtos são muito mais baixas, aumentando as chances de sucesso. E ainda driblamos as barreiras logística e física. De uma sala, munidos de um computador e uma boa internet, podemos vender para qualquer lugar do mundo”, fecha.
Artur Mamede
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