Pescado amazônico entra no cardápio das unidades do Exército em Manaus

Em: 25 de agosto de 2009
Até o final desta semana, o Exército Brasileiro vai receber 6 toneladas de pescado que vão compor o cardápio alimentar nas unidades militares em Manaus
Até o final desta semana, o Exército Brasileiro vai receber 6 toneladas de pescado que vão compor o cardápio alimentar nas unidades militares em Manaus

Até o final desta semana, o Exército Brasileiro vai receber 6 toneladas de pescado que vão compor o cardápio alimentar nas unidades militares em Manaus. O volume faz parte de uma compra geral de 40 toneladas feita pela instituição por meio de licitação realizada no dia 30 de julho. O total da aquisição é de R$ 320 mil, sendo 20 mil quilos de filé de Aruanã e 20 mil quilos de filé de Mapará.
Ambas as espécies são oriundas da pesca artesanal de vários municípios amazonenses. Toda a produção extraída dos rios é desembarcada em Manacapuru (a 68 km de Manaus), cidade localizada na calha do rio Solimões, onde a matéria-prima é processada pela empresa Friolins, frigorífico habilitado junto ao Ministério da Agricultura com o SIF (Serviço de Inspeção Federal).
“A iniciativa representa muito para os pescadores, além de contribuir para o resgate do hábito alimentar à base de gêneros regionais, além de valorizar os produtos, como é o caso dos peixes com sabores especiais, antes sem nenhum valor comercial”, destacou o engenheiro e diretor-presidente da ADS (Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas), Valdelino Cavalcante, lembrando que o Exército é parceiro do governo do Estado na regionalização alimentar incentivada pelo programa Zona Franca Verde, iniciativa atualmente adotada pelas secretarias de educação do Estado e Município.
Por força da legislação, o Exército Brasileiro foi impedido de comprar um volume maior e variado de produtos para regionalizar a alimentação da sua tropa, tendo que optar pelo processo da inexigibilidade em tramitação no comando central do Exército, em Brasília.

Feira do CIGS

A tentativa do Exército em regionalizar o rancho da tropa no Amazonas vem se cercando de ações, como a Feira de Produtos Regionais, no CIGS (Centro de Instrução de Guerra na Selva). Criada no ano passado, funciona como uma vitrine de exposição dos gêneros alimentícios regionais com aceitação comprovada por mais de 2.500 pessoas que vão ao evento atraídas pela qualidade e preço dos produtos.
Outra vitória é a criação do programa Sargento Agrário desenvolvido em parceria com a Sepror (Secretaria de Produção Rural). O programa em execução no entorno dos pelotões de fronteiras do Exército leva os serviços de assistência técnica e extensão rural aos agricultores das regiões de São Gabriel da Cachoeira, São Joaquim, Iauaretê, Cucuí, Assunção, Taracuá, Maturacá e Querari, entre outras.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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