Pescadores denunciam atraso nas obras do terminal pesqueiro

Em: 23 de junho de 2008
A Prefeitura de Manaus garantiu que a obra seria inaugurada em junho de 2008. Ao terminar o prazo, a entrega foi novamente adiada, desta vez para novembro deste ano.
A Prefeitura de Manaus garantiu que a obra seria inaugurada em junho de 2008. Ao terminar o prazo, a entrega foi novamente adiada, desta vez para novembro deste ano.

As obras de construção do novo Terminal Pesqueiro de Manaus estão em ritmo lento e correm o risco de não serem concluídas até o final deste ano. A constatação foi feita na segunda-feira, durante a abertura da Semana da Pesca 2008, ocorrida na Assembléia Legislativa do Amazonas.
A balsa do novo Terminal Pesqueiro está sendo construída no estaleiro Rio Negro (Erin), no bairro da Compensa, e vai abrigar a feira flutuante e o ancoradouro de barcos. “A obra está 80% pronta e mesmo assim corre o risco de não ser entrgue neste ano”, alertou o deputado Walzenir Falcão, que coordena a Semana da Pesca.
A reunião também destacou o atraso nas obras terrestres do Terminal Pesqueiro, localizadas ao lado da Feira da Panair, no bairro de Educandos. As obras de construção do novo Terminal começaram em 2005, e vêm se arrastando até hoje.
No início deste ano, a Prefeitura de Manaus, responsável pela construção do Terminal, garantiu que a obra seria inaugurada em junho de 2008. Ao terminar o prazo, a entrega foi novamente adiada, desta vez para novembro deste ano.
Vale destacar que as promessas de construção do novo Terminal ocorrem há mais de dez anos anos. As promessas já passaram por várias administrações no âmbito Municipal, Estadual e Federal, e somente em 2005 a obra foi iniciada.
O último salto em direção à conclusão da obra aconteceu no começo deste ano, quando o Governo Federal, mediante o Ministério dos Transportes, garantiu a liberação de R$ 2,5 milhões. A obra está orçada em R$ 16 milhões.

População beneficiada

Quando estiver funcionando, a balsa do Terminal Pesqueiro terá capacidade para atracar até 51 barcos ao mesmo tempo, permitindo o embarque e desembarque de 2 mil toneladas de pescado por mês.
A venda de peixes à população também será ampliada, pois o número de estandes para comercialização do pescado será duplicado, gerando mais conforto para comerciantes e consumidores. Na parte terrestre do Terminal, um frigorífico com capacidade de 200 toneladas de armazenamento permitirá que o excedente de peixes seja guardado ao invés de jogado no lixo. Na avaliação do deputado Walzenir Falcão, o novo Terminal Pesqueiro vai atender uma antiga reivindicação dos trabalhadores de pesca de Manaus, no entanto existe o risco da obra não ser concluída até o final deste ano. “Há pelo menos dez anos esperamos um novo Terminal Pesqueiro. O atual terminal ficou pequeno para receber pescadores e consumidores”, afirma. “Vamos continuar lutando para a obra ser entregue ainda este ano e melhorar o abastecimento de pescado na capital”, acrescentou Walzenir.

Iranduba recebe ações da Semana da Pesca

Nesta terça-feira, as reuniões e ciclos de debates acontecem na Colônia de Pescadores de Iranduba, onde mais de 500 trabalhadores vão debater temas como o seguro-defeso, legalização da caça aos jacarés e liberação de recursos para modernização de embarcações.
A Semana da Pesca vai até domingo, dia 29, com a tradicional procissão fluvial em homenagem a São Pedro, padroeiro dos pescadores.

Seap será denunciada ao ministro Gregolin

O representante da CNP (Confederação Nacional dos Pescadores), Abrahão Lincoln Cruz, disse que vai entregar pessoalmente ao ministro da Pesca, Altemir Gregolin, um documento informando sobre o tratamento que os pescadores do Amazonas estão tendo por parte de alguns órgãos que atuam no setor, a exemplo da Seap (Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca).
De acordo com Lincoln, a categoria está sendo desrespeitada com relação ao pagamento do seguro-defeso. “Quando a Seap não reconhece os pescadores que estão reivindicando a carteira de pescador como legítimos representantes da pesca e bloqueia as mesmas, esses profissionais ficam prejudicados e não recebem o seguro-defeso, pago na época da reprodução das espécies”, disse.
O desabafo do representante da CNP foi feito por ocasião da abertura da Semana da Pesca 2008, no plenário Ruy Araújo, da Assembléia Legislativa, que se estende até domingo. O evento reuniu pe

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar