Pesquisa da Fecomércio-SP indica maior confiança no cenário econômico mundial

Em: 29 de junho de 2010
A Crise na Grécia continua afetando a percepção dos economistas quanto ao cenário internacional, mas dentro do país o otimismo vem crescendo e especialistas enxergam melhoras nas taxas de juro, inflação e, até mesmo, nos gastos públicos
A Crise na Grécia continua afetando a percepção dos economistas quanto ao cenário internacional, mas dentro do país o otimismo vem crescendo e especialistas enxergam melhoras nas taxas de juro, inflação e, até mesmo, nos gastos públicos

A Crise na Grécia continua afetando a percepção dos economistas quanto ao cenário internacional, mas dentro do país o otimismo vem crescendo e especialistas enxergam melhoras nas taxas de juro, inflação e, até mesmo, nos gastos públicos. É o que revela o Índice de Sentimento dos Especialistas em Economia (ISE), medido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) em parceria com a Ordem dos Economistas do Brasil (OEB). Segundo dados da pesquisa, os economistas estão mais confiantes no cenário econômico do que estavam em maio, o que pode ser demonstrado com a elevação de 4,3% no indicador, que saltou dos 102,7 pontos, registrados no mês passado, para os 107,1 atuais.
“O fator decisivo para essa variação foi a melhora de 8,8% na percepção que os especialistas em economia têm quanto ao momento atual”, destaca o assessor econômico da Fecomercio, Guilherme Dietze. “Esse resultado é ainda mais expressivo se considerarmos que, em maio, o indicador do momento Atual estava no nível de pessimismo, com 94,7 pontos, e agora voltou ao patamar de otimismo, com 103,1.” Dietze explica que o ISE é medido em uma escala que varia de 0 a 200 pontos, sendo que acima de 100 denota otimismo. Já as perspectivas para o futuro permaneceram praticamente estáveis, com leve impulso de 0,4%, chegando aos 111,2 pontos.
A avaliação do Cenário Internacional, voltou a piorar em junho, mas em ritmo inferior ao de maio, quando foi o principal motivo para a queda do ISE. Em junho, este quesito apresentou queda de 10%, chegando a 110,7 pontos. “Apesar de permanecer no patamar de otimismo, este resultado evidencia o crescente receio que os economistas têm quanto aos possíveis desdobramentos da crise na Europa”, avalia Dietze.
No cenário nacional, Taxa de Juro, de Inflação e Gastos Públicos, com 78,3, 67,7 e 36,2 pontos, respectivamente, continuam sendo os três itens com a pior avaliação em junho, os únicos com pontuação abaixo de 100 pontos. Entretanto, a percepção dos especialistas em relação a estes itens têm apresentado contínuos incrementos, o que se deve principalmente a decisão do Comitê de Política Monetária (COPOM) de retomar o ciclo de aumento da Selic, mas também há um arrefecimento do crescimento acelerado presenciado no primeiro trimestre e ao realinhamento de preços que estavam muito elevados.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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