O comércio varejista de Manaus apresentou queda de 6,95% nas vendas brutas no mês de abril na comparação com março deste ano. O resultado faz parte de levantamento para o mês realizado pelo IFPEAM (Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas) com 400 empresários. Mas o resultado representa alta de 9,38%, se o desempenho de abril deste ano for comparado com o mesmo mês do ano passado.
Na comparação mês a mês, todos os ramos de atividade avaliados apresentaram variação negativa em seus índices. A variação negativa no índice de emprego quando comparado a março deste ano, com valor médio de 0,83%, em parte, por conta do comércio de bens duráveis, que declinou 1,83%. Na comparação com abril do ano passado o índice geral também apresentou variação negativa, com índice de 0,59%, com destaque para o comércio de materiais de construção, que declinou 3,57%. Na análise da série histórica, o único índice que ficou no campo positivo na comparação com o último mês foi o ramo dos bens não duráveis.
No mês de abril foi observada variação negativa na folha de pagamento, com declínio de 2,81%, quando comparada ao mês de março, em grande parte devido aos bens semiduráveis, que caiu 3,70%. Na comparação com abril do ano passado a queda foi um pouco menor, com índice de 2,06%, motivada principalmente pelo setor de materiais de construção e comércio automotivo, que caíram respectivamente 4,91% e 4,66% . Na análise da série histórica é possível declínio em todos os ramos de atividade em comparação com o mês passado.
O índice de estoque apresentou variação negativa de 1,33%, quando comparado a março deste ano, o destaque negativo ficou por conta do comércio de bens semiduráveis, que variou 3,46%. No entanto, na comparação com abril do ano passado, o índice apresentou variação positiva de 22,41%, com destaque para o comércio de bens duráveis, que teve aumento de 34,74%. Na análise da série histórica, com exceção do comércio automotivo, todos os outros apresentaram declínio na comparação com o mês passado.
O pagamento a vista ainda é a opção mais escolhida na maioria das atividades, em particular para o grupo dos bens não duráveis, que apresentou índice de 78,1%. A pesquisa é feita com 400 Empresários e todos eles responderam não ter sofrido com assaltos durante o mês de março.
Presentes para namorados sobem 6,04% em um ano
Os preços dos produtos e serviços mais procurados para a comemoração do Dia dos Namorados subiram em média 6,04% em um ano, informou nesta segunda-feira a FGV (Fundação Getúlio Vargas). O resultado ficou quase um ponto porcentual acima da inflação medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da instituição, que em 12 meses registrou alta de 5,06%.
Entre as altas captadas pela FGV entre junho de 2011 e maio de 2012, destacaram-se os gastos com teatro e com hotéis e motéis, que apresentaram alta de 13,41% e 12,69%, respectivamente.
Variações positivas também foram registradas em cinema (7,86%), show (4,14%), perfume (2,93%), cintos e bolsas (3,61%), relógios e bijuterias (2,70%), calçados femininos (4,27%) e masculinos (3,86%), roupas femininas (6,71%) e masculinas (7,91%) e restaurantes (6,14%).
Vendas devem registrar elevação de 4,5%, diz CNDL
As vendas do comércio varejista no Dia dos Namorados, comemorado no dia 12 de junho, devem ter um crescimento de 4,5% em comparação com as do último ano. A expectativa é da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), que usa a estimativa de consultas feitas ao banco de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) para compras com cheque ou crediário como base para a estimativa.
Os lojistas estimam que o gasto médio do brasileiro com o presente para o Dia dos Namorados gire em torno da R$ 75, de acordo com estimativa de consultas para compras registradas no banco de dados do SPC Brasil.
O presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, entende que as políticas adotadas recentemente pelo governo federal de “afrouxamento monetário com desonerações de tributos ao consumo” devem ser responsáveis pela alta nas vendas deste ano. “Ainda que a atividade econômica esteja abaixo do que gostaríamos, há um otimismo grande por parte do varejo para o movimento nas lojas”, disse, em nota distribuída à imprensa.
Para Pellizzaro, a extensão do prazo para financiamento da casa própria e a nova redução das taxas de juros nas linhas de crédito para esses consumidores também devem impulsionar resultados positivos no varejo. “Essa foi uma ótima notícia, já que com maior prazo e prestações mais baratas os compradores terão uma folga orçamentária que lhes permitirá gastar mais em compras em geral”, afirmou.







