Começa hoje o 8º Curso de Implementação das Estratégias de Controle de Vetores de Doenças Tropicais. O curso acontece durante todo o dia e reúne pesquisadores e gestores de várias partes do Brasil e do mundo, que discutem temas relacionados a vetores, entomologia, doenças tropicais, controle biológico usando bioinseticida bacteriano, malária, doença de Chagas, dengue, febre amarela etc. A abertura vai acontecer, às 9h, no auditório da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).
Organizado pelo Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), em parceria com a Ufam (Universidade Federal do Amazonas), Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e FVS (Fundação de Vigilância e Saúde), o curso promoverá durante cinco dias seminários e treinamento sobre mosquitos transgênicos em laboratório e em campo, palestras, etc,. Um dos coordenadores do evento e chefe do Laboratório de Malária e Dengue do Inpa, Wanderli Tadei, explicou que o encontro funciona como um grande fórum científico sobre a temática.
“A idéia do curso é de estimular os avanços de qualidade que estejam vinculados à preservação da saúde e da biodiversidade, o que é possível por meio da utilização sustentável da bioprospecção, que envolve inseticidas biológicos como meio alternativo no controle de vetores e estudos das endemias tropicais”, ressaltou.
Tadei disse que o curso está direcionado ao treinamento e à transferência de informações científicas aos estudantes de graduação, pós-graduação, aos profissionais que desenvolvam ou tenham interesse em desenvolver trabalhos nas áreas de vetores, doenças tropicais, microbiologia e desenvolvimento de produtos biotecnológicos, como inseticidas biológicos utilizados nas ações de controle vetorial, como medida alternativa de controle.
Vagas são destinadas somente a profissionais das secretarias de saúde
Segundo Thania Guaycurus, uma das coordenadoras do evento, mais de 500 pessoas se inscreveram para o curso. Contudo, apenas 150 serão selecionados. Ela explicou que serão selecionados profissionais que atuam nas secretarias de saúde no controle de doenças tropicais, estudantes de graduação e pós-graduação que ainda não tenham participado do curso, além de profissionais da área de saúde.
Guaycurus disse que o curso está dividido em duas partes: a teórica e a prática. De 30/10 a 01/11 serão realizados seminários avançados em vetores; controle biológico e doenças tropicais, redes empregnadas, nebulização, armadilhas, biologia molecular, biodiversidade, etc. De 02/11 a 03/11 os profissionais realizarão atividade de campo. Na ocasião, eles farão uma expedição científica ao rio Negro, para Janaurilândia, onde são ministrados mini-seminários sobre vetores de doenças tropicais, biodiversidade e microbiologia, além da aula prática.
“Esta interação entre os alunos, profissionais da área de saúde e os pesquisadores já possibilitou o surgimento de novas linhas de pesquisa em malária, por exemplo, biologia molecular de vetores; controle de vetores; interação parasita-vetor. A demanda surgiu a partir de alunos que tinham passando pelo curso e sentiram a necessidade de envolver novas áreas do conhecimento”, destacou Guaycurus e acrescentou que a idéia, para 2009, é promover um curso de pós-graduação lato senso interinstitucional.







