Pessoal, virtual, real e necessário

Em: 20 de março de 2012
Segundo dados recentes, existem hoje, em todo o mundo, uma quantidade bastante expressiva de funcionários usando de suas próprias tecnologias pessoais para propósitos profissionais na empresa onde trabalham
Segundo dados recentes, existem hoje, em todo o mundo, uma quantidade bastante expressiva de funcionários usando de suas próprias tecnologias pessoais para propósitos profissionais na empresa onde trabalham

Segundo dados recentes, existem hoje, em todo o mundo, uma quantidade bastante expressiva de funcionários usando de suas próprias tecnologias pessoais para propósitos profissionais na empresa onde trabalham. Parte de um estudo global denominado sobre essa questão saiu no trabalho de avaliação “Dissipando mitos sobre a consumerização de TI”, realizado pela Wakefield Research, empresa de pesquisas independente, a pedido da Avanade, provedora de soluções de negócios de tecnologia e serviços gerenciados. A pesquisa ouviu cerca de 605 líderes seniores de TI e foi realizada em 17 países. Ela aponta que investimentos significativos em TI estão sendo feitos para gerenciar e monitorar essa tendência de uso pessoal de smartphones, notebooks e tablets no local de trabalho.
Na média, as empresas estão alocando 25% de seu orçamento geral de TI para gerenciar a consumerização e 60% das organizações estão adaptando a infraestrutura de TI para receber tecnologias pessoais de seus funcionários. Ainda de acordo com o estudo, no Brasil, o uso de tecnologias de computação pessoal no local de trabalho para fins comerciais é maior do que em muitos países europeus, chegando a 97%, e também é maior quando comparado aos Estados Unidos, com 89%. Quando perguntados sobre o impacto das tecnologias pessoais na cultura da empresa, a maioria dos executivos participantes (58%) disse que o melhor resultado dessa ação era a habilidade de trabalhar a partir de qualquer local, seguido pelo fato de os funcionários estarem mais dispostos a trabalhar após o expediente (42%).
“A produtividade e o acesso de qualquer lugar são mais bem avaliados pelos executivos do que a disposição de seus funcionários ou do que maiores responsabilidades atribuídas aos jovens profissionais”, diz Hamilton Berteli, CTO da Avanade no Brasil.

De uso pessoal mas, a serviço da empresa na hora certa

Segundo os líderes empresariais e de TI, os dispositivos mais populares usados na empresa são os smartphones com o sistema operacional Android, BlackBerry e notebooks da Apple. Um dado relevante do estudo mostra que os funcionários não usam os dispositivos pessoais no trabalho apenas para checar mensagens ou acessar redes sociais. Eles estão utilizando cada vez mais aplicativos corporativos de missão crítica.
Entre os entrevistados em todo o mundo, 45% dos executivos citaram ferramentas de gerenciamento de relacionamento com clientes (CRM) como as mais acessadas, 44% aplicativos para registro de tempo de trabalho e despesas, e outros 38% mencionaram as soluções de planejamento de recursos empresariais (ERP). O que deve ser levado em consideração nesse uso da tecnologia pessoal são os aspectos da segurança com o uso constante de antivírus (AV). Em tempos de TI, torna-se de fundamental importância a completa proteção a esses dispositivos denominados de endpoint (ponto final) -Pcs, tablets e smartphones-, que devem estar em completa sintonia com a política de segurança geral de toda e qualquer empresa.
“Em tempos de consumerização (posse do consumidor) em TI, a segurança total do endpoint já não pode mais ser ignorada, e uma estratégia de segurança torna-se necessária. Dispositivos na ponta da rede como desktops, notebooks, tablets e smartphones exigem a criação de um programa de segurança completo e integrado”, destaca Marcelo Lava, diretor geral da LanDesk, empresa subsidiária integral da Avocent (Nasdak-Avct), informando sobre segurança em informática de uso pessoal nas empresas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar