Petrobras conclui compra de refinaria e entra na Ásia

Em: 1 de abril de 2008
Está prevista ainda a utilização da capacidade do terminal para impulsionar a negociação de biocombustíveis no Japão e no mercado asiático.
Está prevista ainda a utilização da capacidade do terminal para impulsionar a negociação de biocombustíveis no Japão e no mercado asiático.

A Petrobras e a Tonen-General, subsidiária da ExxonMobil, concluíram o acordo para a compra de 87,5% de participação societária na Nansei Sekiyu, em Okinawa, pelo valor aproximado de US$ 50 milhões.
Segundo a estatal brasileira, o “negócio representa um marco muito importante para a Petrobras que, pela primeira vez, entra na Ásia em operações de refino”.
A Nansei Sekiyu tem ainda como acionista a Sumitomo Corporation, que permanecerá com 12,5% da empresa, em sociedade com a Petrobras.
A Nansei possui uma refinaria com capacidade de processar 100 mil barris de petróleo leve por dia e produz derivados de alta qualidade e nos padrões do mercado japonês. Também conta com um terminal de petróleo e derivados para armazenamento de 9,6 milhões de barris, três piers com potencial para receber navios de produtos de até 97.000 deadweight tonnage (dwt) e uma monobóia para navios VLCC (Very Large Crude Carrier) de até 280.000 dwt.
Está prevista ainda a utilização da capacidade do terminal para impulsionar a negociação de biocombustíveis no Japão e no mercado asiático.

Definição
de sócios

O diretor de abastecimento e refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse que a estatal não definiu qualquer prazo para a composição acionária do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), cujas obras foram iniciadas na segunda-feira. O executivo confirmou que a Petrobras vem negociando com diferentes empresas do setor petroquímico, mas não deu detalhes sobre as conversas. Ele negou que tais negociações estejam demoradas.
“A definição dos sócios não está demorando. O que acontece é que priorizamos, no ano passado, a reorganização do setor petroquímico nacional e, esse procedimento é extremamente complexo”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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