Petrobras cresce 2,3% e Rio de Janeiro estuda porto para escoamento

Em: 20 de julho de 2010
A produção média de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil e no exterior em junho foi de 2,563 milhões de barris de óleo equivalente diários (boed), aumento de 2,3% sobre o mesmo mês de 2009, informou a companhia
A produção média de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil e no exterior em junho foi de 2,563 milhões de barris de óleo equivalente diários (boed), aumento de 2,3% sobre o mesmo mês de 2009, informou a companhia

A produção média de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil e no exterior em junho foi de 2,563 milhões de barris de óleo equivalente diários (boed), aumento de 2,3% sobre o mesmo mês de 2009, informou a companhia.
Considerando apenas os campos no Brasil, a produção média de petróleo e gás alcançou 2,315 milhões de boed, aumento de 2,7% na mesma comparação.
De acordo com a companhia, o volume ficou 1,5% abaixo do registrado em maio deste ano, consequência de parada programada para manutenção da plataforma P-43, no campo de Barracuda, na Bacia de Campos.
A produção exclusiva de petróleo dos campos nacionais chegou a 1,977 milhão de barris diários, alta de 2,6% em relação ao mesmo mês de 2009. A produção de gás natural dos campos nacionais atingiu 53 milhões de metros cúbicos diários em junho, mantendo-se nos mesmos níveis em relação ao mês anterior e ao mesmo mês de 2009. O volume de petróleo e gás natural dos campos situados nos países onde a Petrobras atua no exterior chegou 248.076 boed em junho, mantendo-se nos mesmos níveis em relação a maio de 2010. A produção de gás natural no exterior foi de 15 milhões de metros cúbicos.
Além disso, o porto do Rio de Janeiro estuda reservar um terminal apenas para atender à indústria do petróleo. A Companhia Docas do Rio de Janeiro, responsável pela administração do porto, e a Petrobras avaliam ampliar a movimentação de carga para as sondas que estão explorando a camada pré-sal, na bacia de Santos. O porto vem sendo usado pela estatal petrolífera há dois meses, e diante da demanda crescente, está sendo preparada uma licitação para o arrendamento de uma área no terminal.
“As áreas jurídicas de Docas e da Petrobras estão avaliando a licitação de uma área. Tudo leva a crer que, pela demanda, haverá o arrendamento”, afirmou o diretor de engenharia e gestão portuária de Docas, Hélio Szmajser.
Com a saturação do terminal de Macaé, no norte fluminense, e do porto de Angra dos Reis, no sul do Estado, a Petrobras também passou a utilizar o porto do Rio para o envio de carga para as 12 sondas que realizam atividades de exploração na bacia de Santos. São 5.000 toneladas por mês, que são tarifadas normalmente, sem diferenciação.
A demanda das atividades exploratórias na camada pré-sal vai crescer, e com o possível arrendamento de um dos terminais, a ideia é que 24 sondas da Petrobras sejam supridas pelo porto. O presidente de Docas, Jorge Luiz de Mello, estimou que, mesmo assim, a Petrobras terá que buscar outras soluções. “Nossa capacidade vai ser inferior à demanda. Creio que a Petrobras vai ter que buscar outras alternativas”, observou.
O porto do Rio receberá, até 2014, investimentos de aproximadamente R$ 600 milhões para ampliação de capacidade para receber cargas e passageiros, aumento de calado e melhoria de infraestrutura. Com isso, a expectativa é que a movimentação de cargas no porto cresça de 15% a 20% por ano. Em 2009, foram 6,7 milhões de toneladas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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