A 10ª Rodada de Licitações de Blocos para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural foi iniciada na quinta-feira, no Rio de Janeiro, com predomínio da Petrobras.
Dos 14 blocos arrematados na bacia Potiguar, a estatal levou 13, sozinha ou em parceria. Os 14 blocos leiloados na bacia situada no Nordeste resultaram em uma arrecadação de R$ 19,7 milhões, com investimentos mínimos previstos de R$ 73,5 milhões.
O único bloco que a Petrobras perdeu na bacia Potiguar foi para o consórcio que conta com a distribuidora de energia elétrica mineira Cemig.
A empresa, que detém 24,5% de participação no consórcio, está associada com as empresas Sipet, Comp, Orteng e Codemig.
O gerente de exploração e produção da Petrobras, Francisco Nepomuceno, mostrou-se otimista com a participação da estatal no leilão.
Segundo ele, a empresa vai focar em áreas próximas às que já tem operação. Ele minimizou possível influência da crise financeira sobre a rodada de negociação.
“As empresas de petróleo têm uma visão de longo prazo, é diferente. Não se pode levar em conta apenas o dia de amanhã”, afirmou.
A 10ª Rodada oferece 130 blocos, somente em terra, divididos em oito setores, por sete bacias sedimentares: Sergipe-Alagoas, Amazonas, Paraná, Potiguar, Parecis, Reconcavo e São Francisco.
A ANP (Agência Nacional de Petróleo) qualificou 48 empresas para participar do leilão, sendo 30 nacionais e 18 estrangeiras.
As nove rodadas realizadas anteriormente resultaram num volume de R$ 5,3 bilhões arrecadados em bônus de assinatura (valor pago no ato do leilão). Nos próximos quatro anos, as companhias prevêem investimentos de US$ 128 bilhões, segundo a ANP.
O consórcio que conta com a distribuidora de energia mineira Cemig obteve a concessão para explorar seis blocos, dos quais quatro na bacia do São Francisco, um na do Recôncavo e outro na Potiguar.
Consórcio formado pelas empresas STR e Agemo
ganhou o bloco AM-T-83
A Shell levou cinco blocos, todos na bacia do São Francisco. Fora a Petrobras, a Shell foi a única grande empresa do setor que apresentou propostas no leilão.
Segundo Francisco Nepomuceno, gerente de Exploração e Produção da Petrobras, a empresa tem o compromisso de investir ao menos R$ 200 milhões nos blocos que arrematou.
A estatal levou 27 dos 28 blocos que disputou, sendo oito em parceria com outras empresas (Petrogal e Partex). Mesmo assim a Petrobras continuou arrematando a maioria dos blocos ofertados na quinta-feira. Nas três bacias oferecidas até o momento, que somaram 48 blocos, dos quais 24 arrematados, foram arrecadados R$ 50,4 milhões.
Dos 24 blocos arrematados, a estatal não levou apenas dois. Na bacia Potiguar, um consórcio que conta com a distribuidora mineira de energia Cemig levou um dos blocos.
Na bacia do Estado do Amazonas, o consórcio formado pelas empresas STR e Agemo ganhou o bloco AM-T-83.
Nos outros três blocos leiloados na bacia do Amazonas, a Petrobras arrematou todos em parceria com a portuguesa Petrogal.
Na bacia de Parecis, de nova fronteira, a Petrobras garantiu os seis blocos ofertados. A estatal pagou R$ 2,7 milhões por eles, que prevêem investimentos mínimos de R$ 50,4 milhões.







