Petrobras supera Microsoft, GE e Chevron e tem 2º maior lucro entre América Latina e EUA

Em: 22 de março de 2010
A Petrobras registrou em 2009 o segundo maior lucro entre empresas da América Latina e Estados Unidos, segundo comparação feita pela consultoria Economática
A Petrobras registrou em 2009 o segundo maior lucro entre empresas da América Latina e Estados Unidos, segundo comparação feita pela consultoria Economática

A Petrobras registrou em 2009 o segundo maior lucro entre empresas da América Latina e Estados Unidos, segundo comparação feita pela consultoria Economática. O lucro da Petrobras em 2009 ficou em R$ 28,982 bilhões, ou US$ 16.645 bilhões (na conversão pelo dólar Ptax de 31 de dezembro de 2009). O resultado é 12% abaixo de 2008.
Em 2008 a Petrobras havia ficado na quinta colocação, atrás da Exxon Mobil, Chevron Texaco, GE e Microsoft. Já em 2009, o lucro da Petrobras só ficou abaixo da Exxon Mobil em US$ 2.635 bilhões. A diferença, de 13,7%, é a menor entre as empresas desde 1994. Atrás da Petrobras ficaram, pela ordem, Microsoft, Walmart, IBM e Goldman Sachs. A GE ficou em 12º lugar e a Chevron, em 14º.

Plano de investimentos

Mesmo com a queda de 12% no lucro líquido em 2009, a Petrobras anunciou uma elevação no seu plano de investimentos para o período entre 2010 e 2014. Os recursos previstos para próximos anos ficam entre US$ 200 bilhões e US$ 220 bilhões, contra US$ 174.4 bilhões previstos até 2013.
De acordo com empresa, a queda no lucro refletiu a redução nos preços de venda de petróleo e derivados, as perdas cambiais durante o período em que a companhia manteve exposição líquida ativa em dólar e a despesa extraordinária com participação especial.
“A principal causa (da queda) foi a variação cambial. A Petrobras tem ativos líquidos denominados em dólares, então quando esses ativos são traduzidos para reais, é usada a taxa de câmbio”, afirmou Almir Barbassa, citando a valorização do real em 2009. De acordo com Barbassa, apenas esse fator gerou uma variação de R$ 4 bilhões no lucro da companhia.
“A premissa para realizar o plano de investimentos é um Brent crescente e também assumindo a capitalização, que a gente espera que ocorra até o final de julho”, afirmou o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, a jornalistas na sede da empresa, no Rio de Janeiro. “Nós vamos manter a empresa com a estrutura de capital saudável. Essa é uma das nossas condições do nosso plano”.
O plano inclui a aprovação de projetos que totalizam R$ 264,8 bilhões, que a Petrobras quer incluir na segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), segundo Barbassa. “Esse conjunto de projetos, se assim decidido, serão incluídos no PAC 2”, explicou.
Os principais projetos incluem um grande investimento no pré-sal nos próximos anos, incluindo recursos para desenvolver a infraestrutura necessária para a exploração das reservas. Além disso, serão feitos investimentos na ampliação e modernização do parque de refino, no desenvolvimento de projetos petroquímicos e fertilizantes, em alcooldutos e na expansão da malha de gasodutos e investimentos em gás natural liquefeito. O plano de negócios da companhia inclui ainda novos projetos em energia.
A área de Exploração e Produção vai receber R$ 163,6 bilhões; a de Abastecimento, R$ 80,5 bilhões; R$ 20,2 bilhões para Gás e Energia; e R$ 430 milhões para a Petrobras Biocombustíveis.
Apenas neste ano, a Petrobras pretende investir R$ 88,547 bilhões, volume 25% maior que os recursos investidos em 2009 – R$ 70,757 bilhões, recorde para a companhia. A estatal normalmente anuncia o plano de negócios para os próximos 5 anos ao final de cada ano, mas adiou a divulgação em 2009 à espera da votação do projeto de capitalização que já passou pela Câmara e está sob análise no Senado.
A Petrobras teve lucro líquido de R$ 28,982 bilhões em 2009, queda de 12% frente ao que havia sido verificado em 2008. Apenas no quarto trimestre, o lucro ficou em R$ 8,129 bilhões, alta de 11% em relação ao terceiro trimestre (R$ 7,303 bilhões) e de 31% na comparação com o mesmo período de 2008 (R$ 6,189 bilhões).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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