Petróleo fecha em alta com combustíveis na China e questões geopolíticas

Em: 20 de junho de 2008
O preço do petróleo fechou em alta na sexta-feira, recuperando terreno em relação ao fechamento de quinta-feira.
O preço do petróleo fechou em alta na sexta-feira, recuperando terreno em relação ao fechamento de quinta-feira.

O preço do petróleo fechou em alta na sexta-feira, recuperando terreno em relação ao fechamento de quinta-feira. Com o último dia do contrato da commodity para julho, aumentou a volatilidade dos preços -que ainda sofreram a pressão do aumento dos combustíveis na China e da notícia do diário americano “The New York Times” sobre exercícios militares de Israel.
O barril do petróleo cru para entrega em julho, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), fechou cotado a US$ 134.62 (alta de 2,04%). O barril para agosto (próxima referência) chegou ao fim do pregão cotado a US$ 135.36.
Segundo o “NYT”, mais de cem aviões israelenses F-16 e F-15 participaram das manobras no leste do Mediterrâneo e na Grécia na primeira semana de junho. O jornal disse também que o exercício pareceu ser um esforço para focar em ataques de longa distância e que ilustra a seriedade com que Israel vê o programa nuclear iraniano. Aa autoridades israelenses não discutiram o exercício, segundo a reportagem.
Na China, o governo diminuiu a partir desde sexta-feira os subsídios e aumentou o preço do diesel e da gasolina em 18%, provocando temores de inflação no país. As refinarias chinesas vinham sofrendo grandes perdas nos últimos anos, pois compravam petróleo a um preço alto, no mercado internacional, e eram obrigadas a revendê-lo aos consumidores chineses a um preço muito mais baixo, ditado pelo governo chinês. Foi o primeiro corte de subsídios em oito meses e teme-se a alta da inflação, que já está em seu nível mais alto dos últimos dez anos.
Segundo analistas, no entanto, apesar do efeito negativo que pode ter sobre os consumidores chineses, a demanda por parte das refinarias pode aumentar.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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