PF ouve funcionários da Casa Civil

Em: 25 de abril de 2008
A Polícia Federal já ouviu dois funcionários da Casa Civil sobre o vazamento de informações que deu origem ao dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com contas B e cartões corporativos.
A Polícia Federal já ouviu dois funcionários da Casa Civil sobre o vazamento de informações que deu origem ao dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com contas B e cartões corporativos.

A Polícia Federal já ouviu dois funcionários da Casa Civil sobre o vazamento de informações que deu origem ao dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com contas B e cartões corporativos. O delegado responsável pelo inquérito do dossiê, Sérgio Menezes, mantém em sigilo os nomes dos servidores, mas confirma que eles foram ouvidos no final de semana.
Menezes decidiu dar início à tomada de depoimentos antes da conclusão da perícia realizada pela PF nos sete computadores que foram apreendidos na Casa Civil -cinco laptops e dois de mesa- de onde teriam saído as informações que deram origem ao dossiê. A PF também apreendeu mais seis computadores e um pendrive da Casa Civil que estão sendo analisados pela perícia.
O governo nega a montagem do documento, mas confirma a existência de um “banco de dados” com informações sobre gastos do governo FHC. Segundo a PF, a perícia deve ser concluída na semana que vem.
A expectativa é que o delegado ouça pelo menos mais seis funcionários da Casa Civil que tiveram acesso ao banco de dados montado pelo governo. A Polícia Federal se prepara para tomar o depoimento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) até meados de maio no inquérito, embora oficialmente negue que a ministra esteja entre as testemunhas do caso.
A reportagem apurou que a idéia é ouvir a ministra como testemunha e não indiciada ou suspeita do vazamento de informações sigilosas referentes ao uso de cartões corporativos e contas B durante a gestão do ex-presidente. Por Dilma ocupar um cargo de confiança no primeiro escalão do governo, terá direito a escolher dia, horário e local que quer prestar esclarecimentos. Parlamentares afirmam que a ministra não deverá se furtar a dar o depoimento.
Na quinta-feira, a Casa Civil decidiu prorrogar por mais um mês a sindicância interna que investiga o vazamento de informações que deu origem ao dossiê. Inicialmente, a Casa Civil pretendia encerrar a sindicância em 30 dias -25 de abril- mas decidiu estender as investigações até 26 de maio.
O ato de criação da sindicância prevê apenas uma prorrogação por 30 dias. Por este motivo, as investigações terão que ser concluídas obrigatoriamente até o final de maio.
Reportagem da “Folha de S.Paulo” atribuiu à secretária-executiva da pasta, Erenice Alves Guerra, a ordem para a criação do suposto dossiê.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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