O principal motivo da desaceleração, segundo as estimativas oficiais, é a redução do crescimento no setor manufatureiro, que caiu mais de 4 pontos percentuais na comparação com o ano anterior.
Entre julho e setembro de 2006, o setor manufatureiro cresceu 12,7%, enquanto no mesmo período deste ano aumentou apenas 8,6%.
No primeiro trimestre fiscal de 2008 (período de abril a junho deste ano), a área das manufaturas avançou 11,9%, segundo a Organização Central de Estatísticas.
Na semana passada, o ministro das Finanças da Índia, Palaniappan Chidambaram, disse que espera que o PIB do país cresça cerca de 9% no atual ano fiscal.
“A economia está crescendo em torno de 8,6%, que foi a taxa de crescimento dos últimos quatro anos. Em 2007/08, alcançaremos uma taxa próxi-ma aos 9%’’, disse.
A Comissão de Planeja-mento indiana lançou dia 8 de novembro o projeto para o 11º plano qüinqüenal do país, que fixa as metas entre 2007 e 2012. O objetivo é levar o crescimento do PIB a uma média de 9% ao ano.
A OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvi-mento Econômicos) informou neste mês que o objetivo da Índia de atingir crescimento de 10% ao ano até 2011 é possível desde que haja reformas -principalmente a do mercado de trabalho, a fiscal e a do ambiente das empresas.
Já a produção industrial da Índia cresceu 6,4% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, mas abaixo do aumento de 10,7% registrado em agosto, informou o governo indiano em comunicado. Entre abril e setembro, a produção industrial subiu 9,2% respeito em relação ao mesmo período do ano anterior. A produção de manufaturas aumentou 6,6% em setembro, o que representa uma desaceleração a respeito de agosto, quando o crescimento foi de 10,5%.
Segundo especialistas ci-tados pela agência indiana “Ians”, a desaceleração é devi-do ao aumento das taxas de juros e à valorização da rúpia a respeito do dólar, o que teve efeitos sobre grande parte dos setores econômicos da Índia.
O banco central indiano aumentou os juros cinco vezes entre meados de 2006 e março deste ano.
Os exportadores indianos estão também sofrendo os efeitos de uma valorização de 12,5% da rúpia a respeito do dólar, que colocou a moeda indiana em seus valores máximos da última década.
A inflação da Índia caiu a 2,97%, a taxa mais baixa em cinco anos, segundo os últimos dados semanais divulgados pelo governo indiano.
Durante a semana que ter-minou em 27 de outubro, caíram os preços de frutas, verduras e cereais, enquanto aumentaram os da carne, do frango, do peixe, do leite e dos ovos. A inflação continua abaixo das previsões do BC indiano, que calcula uma taxa de 5% para este ano fiscal.
No último mês, a inflação indiana vem marcando mínimos que representaram um alívio para o governo, que, durante a apresentação em fevereiro do Orçamento geral do Estado, enfrentou duras críticas da oposição pela tendência inflacionária que o país vivia.







