O PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos registrou retração de 1% no segundo trimestre deste ano, na comparação anual, segundo dados revisados divulgados na quinta-feira. O dado é o mesmo divulgado anteriormente, no mês de julho.
Os números surpreenderam e vieram acima da previsão do mercado, de queda revisada de 1,4% no período.
No primeiro trimestre deste ano, a economia americana registrou contração de 6,4%.
A queda no Produto Interno Bruto do segundo trimestre reflete, segundo comunicado, as contribuições negativas do investimento fixo fora do setor residencial, dos gastos do consumidor, dos investimentos fixos no setor residencial, do estoque de investimentos e das exportações.
Essas contribuições, no entanto, foram em parte atenuadas pela contribuição positiva dos gastos dos governos federal, estaduais e municipais. As importações, por sua vez, declinaram.
A economia americana tem apresentado sinais de recuperação nas últimas semanas. Os indicadores do setor manufatureiro, um dos mais abalados pela recessão nos EUA (iniciada em dezembro de 2007), mostram uma retomada da atividade.
Na quarta-feira, o Departamento do Comércio informou que os pedidos de bens duráveis (com durabilidade mínima prevista de três anos) no país cresceram 4,9% em julho, maior avanço desde julho de 2007, quando houve avanço de 5,4%.
Desemprego preocupa analistas e investidores
O resultado superou as expectativas dos analistas, que previam uma expansão de 3%. Os dados de junho, por sua vez foram revisados para cima e passaram a apontar uma queda de 1,3%, contra uma queda maior, de 2,2%, na leitura original.
O desemprego, no entanto, ainda é a preocupação de analistas e investidores no país. Ontem, o presidente do Federal Reserve de Atlanta (uma das 12 divisões regionais do Fed), Dennis Lockhart, disse que, se forem considerados os trabalhadores desestimulados e os que não trabalham tanto quanto gostariam, a taxa real de desemprego no país chega a 16%. Hoje, porém, o Departamento do Comércio informou que o número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego caiu em 10 mil na semana encerrada no último dia 22, totalizando 570 mil solicitações do benefício.
O total referente ao período imediatamente anterior (semana encerrada no dia 15 deste mês) foi revisado para cima e ficou em 580 mil pedidos. A leitura inicial era de 566 mil solicitações. A média quadrissemanal, que atenua as volatilidades das leituras semanais, ficou em 566.250 pedidos, uma queda de 4,750 em relação à média anterior, 571 mil.







