PIM acompanha ritmo e avança na era dos notebooks

Em: 24 de março de 2008
Os números mostram que 2008 será o ano dos notebooks. Enquanto em janeiro do ano passado as empresas do setor faturaram US$ 3.693 milhões, no primeiro mês de 2008, o faturamento foi de US$ 29.949 milhões, aumento de 710,96%.
Os números mostram que 2008 será o ano dos notebooks. Enquanto em janeiro do ano passado as empresas do setor faturaram US$ 3.693 milhões, no primeiro mês de 2008, o faturamento foi de US$ 29.949 milhões, aumento de 710,96%.

Todos os dados econômicos confirmam que o PIM (Pólo Industrial de Manaus) está umbilicalmente conectado ao mercado mundial, observando tendências e capacidade produtiva. A última novidade nessa área é o aumento da produção de notebooks, ou computador portátil, que superou neste mês de janeiro a fabricação de desktops, o modelo tradicional de computador pessoal.
A Suframa divulgou que as empresas do PIM simplesmente mais que dobraram a produção de notebooks. Em janeiro de 2007, foram 5.875 unidades fabricadas, contra 10.168 em janeiro desse ano. Total do aumento de produção: 73%. Isso representa uma tendência mundial, que começou com a redução do preço de notebooks, hoje praticamente igual ao do desktops.
Os empresários do PIM dizem que essa tendência foi observada no mês de dezembro, como consequência da baixa dos juros e das facilidades de pagamento. Nas lojas de Manaus, é possível comprar um notebook pelo preço médio de R$ 1.500, parcelado em até doze vezes, sem juros. Essa nova conjuntura fez o consumo de computador portátil aumentar exponencialmente.
Para se ter uma idéia da explosão de consumo, o comércio da capital registrou a venda de 3.796 unidades em janeiro de 2007. Um ano depois, foram comercializadas 36.361 laptops, um aumento de 857,87%. As vendas superaram em três vezes a produção no mesmo período (janeiro de 2008) porque, segundo a Suframa, foram comercializados até as mercadorias de estoque.
Os números mostram que 2008 será o ano dos notebooks. Enquanto em janeiro do ano passado as empresas do setor faturaram US$ 3.693 milhões, no primeiro mês de 2008, o faturamento foi de US$ 29.949 milhões, aumento de 710,96%. Mas, o que levou a este aumento significativo de produção, consumo e faturamento?
A resposta está no fato de os custos de produção de notebooks estarem em queda significativa em todo o mundo. Isso faz disparar um efeito cascata, clássico, e ao mesmo tempo óbvio, em toda economia de mercado. Quando os preços de produção caem há um aumento de consumo e, logicamente, maior faturamento das empresas.
No entanto, essa receita não pode ser preparada apenas com esses três ingredientes. Pesa na queda do preço de notebooks a fabricação local, iniciada em 2004, que barateou o produto, tornando-o acessível a maior quantidade de consumidores. Há somente alguns anos, o valor do notebook era proibitivo para consumidores de classe média.
Mas o fator mais importante ainda é, e será, o avanço tecnológico, que vem baixando custo de produtos de informática com a mesma velocidade com que eleva a capacidade de armazenamento do chip. Também favorece para a baixa de preço do computador portátil o aumento de produção, outra regra clássica do capitalismo.
A produção em escala é que pro­porcionou a disseminação dos telefones celulares, do DVD e, muito antigamente, o uso de sapatos.
O sistema capitalista foi engendrado para funcionar assim: atender as demandas de consumo da população através da produção com qualidade e a preços competitivos. Se não houver respeito a essas regras essenciais, nós consumidores estaremos comprando produtos caros, sem qualidade e acessíveis apenas a uma reduzida parcela da sociedade.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar