As indústrias do Pólo Industrial de Manaus encerraram o primeiro bimestre deste ano com um faturamento de US$ 4,326 bilhões. No acumulado o montante foi 30,13% superior ao comparado com o mesmo período do ano passado, quando as empresas alcançaram a soma de US$ 3.324 bilhões. Os números consolidados foram divulgados, ontem, pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).
No levantamento, a produção de brinquedos (212%), mineral não-metálico (101,5%) e de relógios (51,2%) detiveram os maiores percentuais de crescimento acumulado em relação ao último ano, enquanto os setores de maior destaque no faturamento foram o de duas rodas (30%), eletroeletrônicos (25,2%) e bens de informática (14,1%).
O presidente do Sinaees (Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos Eletrônicos e Similares de Manaus), Wilson Périco, avaliou que o desempenho positivo de alguns setores se revelou graças aos investimentos empresariais que buscaram o adensamento da cadeia produtiva de vários setores fabris do PIM (Pólo Industrial de Manaus). “Além do volume de investimentos, os percentuais refletem a quantidade de mão-de-obra especializada que vem somando à questão da obtenção no mercado local de até 35% do total de insumos que os eletroeletrônicos precisam”, afirmou.
Com relação à geração de empregos, a região manteve a média dos 101 mil empregos diretos nas linhas de produção durante o primeiro bimestre, embora a Suframa considere a possibilidade de que esse número tenha ampliado para 103 mil no terceiro mês do ano.
Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana, esse número de emprego não considera os terceirizados contratados durante o período no setor de metalurgia, apontado pelo dirigente como um dos que mais abriram vagas até o momento. “Se levarmos em conta o número de terceirizados, é bem possível que as indústrias locais tenham absorvido mais de 155 mil funcionários, visando principalmente a produção para o Dia das Mães”, disse.
Metalurgia
amazonense
Na opinião do presidente do Sinmem (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas de Manaus), Athaydes Félix Mariano, o crescimento de 39,8% da metalurgia amazonense durante o acumulado dos dois primeiros meses do ano está atrelado ao desempenho obtido pelo pólo de duas rodas motorizado. “Nosso crescimento depende da demanda exigida pelas fábricas de motocicletas instaladas no PIM. Como a Honda, por exemplo, estima um crescimento de 12% neste ano, nossa estimativa é ampliar os negócios este ano entre 8% e 10%”, afirmou.
O superintendente-adjunto de Projetos da Suframa, Oldemar Ianck, disse que a alta do período se deve ao mercado interno que continua aquecido e a melhora das exportações no bimestre. “A expectativa é que o PIM continue registrando indicadores de crescimento e que no fim do ano se tenha uma alta entre 10% e 15%”, disse.
De acordo com os dados da Suframa, os fabricantes de motocicletas contabilizaram alta de produção de 30,78% no bimestre, alcançando 387.015 unidades. O levantamento da autarquia ainda mostrou os resultados das exportações no bimestre, que chegaram a US$ 161,303 milhões, percentual 30,05% superior em relação aos US$ 124,028 milhões do mesmo período no ano passado. Segundo os técnicos da Suframa, a retomada das exportações de aparelhos celulares e a maior parceria comercial do pólo com os países do continente e mesmo de outros blocos econômicos têm contribuído para a melhora das vendas no mercado externo.
Segundo a Suframa, os televisores com telas de cristal líquido (LCD) e de plasma continuam o processo crescente de substituição das TVs tradicionais. No acumulado do primeiro bimestre, os fabricantes do segmento produziram 228.084 aparelhos com tela de LCD, volume 421,94% maior que o mesmo período do ano passado. Além disso, 35.113 com tela de plasma foram produzidas no mesmo período, resultado 49,40% a mais que o primeiro bimestre de 2007 Segundo os técnicos da autarquia, a produção das TVs comuns caiu 17,65% no perío







