PIM mantém confiança, apesar da MP e do estoque alto

Em: 2 de junho de 2011
A indústria nacional terminou o quinto mês do ano desanimada, registrando o pior índice de confiança desde novembro de 2009, de acordo com dados da FGV
A indústria nacional terminou o quinto mês do ano desanimada, registrando o pior índice de confiança desde novembro de 2009, de acordo com dados da FGV

A indústria nacional terminou o quinto mês do ano desanimada, registrando o pior índice de confiança desde novembro de 2009, de acordo com dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Para o PIM (Polo Industrial de Manaus), que enfrenta uma série de entraves por conta da MP (Medida Provisória) 534, com risco na produção dos recentes projetos de tablets e, possivelmente, na de televisores, a falta de confiança das indústrias instaladas na ZFM (Zona Franca de Manaus) poderia resultar em mais um problema.
No entanto, o recuo de 1,2% no ICI (Índice de Confiança da Indústria) do país em maio, quando comparado a fevereiro, não reflete a performance do setor industrial amazonense, segundo o titular da Seplan (Secretaria de Planejamento do Estado do Amazonas), Marcelo Lima.
O secretário afirma que a aprovação da MP ainda não causou nenhuma alteração nas empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus) e, para permanecer com reflexos anulados, ontem, a bancada do governo estadual esteve em reunião com o ministro do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Fernando Pimentel, no intuito de continuar a ‘luta’ em defesa da Zona Franca.
Como retorno positivo, Lima esclarece que o ministro garantiu uma maior interlocução com o governo estadual, para que medidas como essa não ponham o Polo em risco. Quanto às emendas enviadas para reverter os obstáculos da MP 534, até mesmo por conta das deficiências logísticas da região, o secretário assevera que os dirigentes do Ministério também ‘levantam a bandeira’ em favor do Estado.
Buscando apoio de todos os lados, no mesmo dia, a bancada também se encontrou com o ministro do MCT (Ministério de Ciência e Tecnologia), Aloizio Mercadante, para discutir a questão.
O vice-presidente da Fieam (Federação da Indústria do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, esclarece que houve uma retração, de modo geral, no mercado interno, que causou alguns recuos na produção amazonense. Contudo, segundo ele, não é motivo de preocupação e nem ao menos foi impulsionada pela aprovação da MP.
Azevedo argumenta que a catástrofe no Japão ainda tem influenciado o crescimento das indústrias amazonenses, assim como a elevação dos números inflacionários. “Com a alta na inflação, os consumidores tendem a botar o ‘pé no freio’. Sem demanda, acaba impactando nos negócios da indústria”, destacou.
Enquanto isso, os indicadores da FGV registraram um acúmulo de estoques, com um salto de 99,6 pontos, em abril, para 101,6 pontos, em maio. No caso do Amazonas, a tendência parece ser a mesma, porém, Azevedo explica que, normalmente, as principais empresas da região tendem a programar as férias para os meses de maio, junho e julho.
“Não é porque há excesso de produção e falta de consumo, mas porque algumas empresas aceleram a produção para compensar o período de férias”, avaliou.

PPB é publicado

Depois de muito suspense, o PPB (Processo Produtivo Básico) para a fabricação do dispositivo em formato de prancheta finalmente foi publicado, definindo prazos para a nacionalização da produção.
Por enquanto, as empresas estão liberadas temporariamente de utilizar alguns componentes nacionais na produção do item, como baterias e gabinetes. No caso de carregadores de bateria, a partir de 2012. será exigido que 50% dos carregadores de baterias sejam fabricados no Brasil e, em 2013, esta exigência passa a ser de 80%.
De acordo com o vice-presidente da Fieam, uma das articulações do Estado é ficar responsável pela produção desses componentes, buscando manter vantagens comparativas para compensar o isolamento.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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