Principal setor do PIM, o eletroeletrônico se prepara para um ano de crescimento. Motivados pela Copa do Mundo, o esperado aumento nas venda de televisores, promete aquecer o setor e alavancar o faturamento. Apesar do otimismo, 2013 não se mostrou um ano tão positivo, com o crescimento abaixo do esperado, a expectativa da indústria acaba sendo depositada toda neste primeiro semestre do ano.
2013: abaixo do esperado
O superintendente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Thomaz Nogueira, afirmou que o ano de 2013 não atendeu as expectativas do setor que esperava um grande crescimento das vendas de televisores já em 2013. No saldo total o setor de eletroeletrônicos do PIM teve retração de -2,28% em 2013, considerando os dez primeiros meses do ano, com um faturamento de US$ 10,6 bilhões, contra 10,9 bilhões de igual período de 2012. Na moeda brasileira, no entanto, o crescimento veio com 7,3% a mais de faturamento, R$ 22,6 bilhões.
Os números mostram que a produção de televisores no PIM em 2013 se manteve com números similares ao de 2012, entre 14 e 16 milhões de unidades produzidas. Freando a aposta de crescimento feita devido a eventos como a Copa das Confederações que ocorreram no ano. Segundo Thomaz os televisores representam 50% do total do de faturamento do setor de eletroeletrônicos, principal setor do PIM, correspondendo a 33,5% do faturamento. No entanto, afirma que o faturamento não deve ser olhado isoladamente para se avaliar o sucesso do segmento.
“Não podemos pegar os dados separadamente, por isso se critica a questão do faturamento. O que ocorre, é que primeiro há uma evolução no ticket médio que vai crescer quando introduzimos novos produtos. Isso ocasiona um impacto positivo ao faturamento. Depois em um segundo momento o volume irá crescer e o ticket médio tende a diminuir. Devemos nos empolgar pela evolução tecnológica, mão de obra e fortalecimento que isso trás a Zona Franca”, ressaltou.
O presidente da Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas) também destacou o maior valor agregado de tecnologia que os produtos da Zona Franca apresentaram durante o ano. “O ano de 2013 teve pontos positivos em relação a alguns produtos, como por exemplo, o ar-condicionado. Os televisões devem repetir o mesmo volume de 2012, mas com um valor agregado maior de tecnologia. Isso deve representar uma melhoria em faturamento, mesmo que seja pequena”, destacou.
O mercado de ar-condicionado apresentou um crescimento superior a 15% com faturamento de US$ 1,062 bilhão entre janeiro e outubro de 2013, contra 810 milhões do ano passado.
Ao todo, até outubro foram investidos US$ 3,26 bilhões pelo setor na ZFM em 2013. Um dos destaques é o início da fabricação de TVs OLED por parte da LG, primeira a utilizar essa tecnologia no mundo e que iniciou sua produção no PIM, praticamente no mesmo instante que em outros lugares do mundo. Esse modelo só é fabricado em outros quatro países do mundo, Coréia do Sul, Estados Unidos, China e Alemanha. A gerente de marketing da LG Eletronics do Brasil, Fernanda Summa, destaca que “O Brasil é hoje o 2º país do mundo em vendas da TV de 84 polegadas, sendo um dos mercados mais importantes para a empresa, por isso se faz necessária a fabricação aqui”, comenta.
2014: a Copa dos Eletroeletrônicos
Com a aproximação da Copa do Mundo, as empresas começam a investir pesado em televisores cada vez mais sofisticados. Com imagem cada vez mais aperfeiçoada e dimensões maiores, a produção de televisores que chegam a custar o preço de carros populares, é a grande aposta do mercado para o segmento que convive com a ameaça de outras tecnologias que disponibilizam os sinais e programação em outros produtos, como smartphones e computadores.
Fernanda Summa destaca que as TVs de telas grandes (acima de 46 polegadas) representavam 16% da fatia do mercado em 2012 e devem praticamente dobrar essa representatividade até a Copa do Mundo de 2014, ultrapassando os 30%. Em 2013 já há a expectativa de que se encerre com 25% do mercado. “Os brasileiros estão buscando telas maiores. O consumidor procura mais qualidade na imagem e, sobretudo telas maiores. Há essa demanda no país, para se preparar para os jogos e eventos que terão aqui”, conta.
Apesar de não falar em números, o superintendente Thomaz Nogueira, destaca o otimismo para o setor em 2013. “Falamos de forma global, que já sentimos o aquecimento a partir do mês de outubro. É um desejo do consumidor e estamos prontos para atender, em todos segmentos. Mas principalmente televisores, como plasma e LED e as TVs de ponta, como televisores ultra HD e agora o OLED, que é outro patamar e tecnologia”, afirma.
Périco destaca que 2014 será um ano atípico para a indústria, que costuma apresentar maior crescimento nas vendas no segundo semestre. “A expectativa de 2014 está concentrada no 1º semestre em virtude da copa do mundo. Deverá haver essa inversão no ano que vem para o setor. Viveremos seis meses onde estão todas nossas expectativas para o setor”, afirma.
Para o presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antônio Silva, a Copa do Mundo também deve servir como forma de alavancar as vendas de fim de ano. “Os empregos e renda gerados pela Copa no primeiro semestre podem refletir no segundo semestre. “Linha branca deve apresentar crescimento, geladeira, micro-ondas e ar-condicionado devem apresentar melhoras”, destaca.






