Planalto mantém em R$ 20 bilhões meta de corte do Orçamento

Em: 29 de janeiro de 2008
A definição desta meta foi reiterada na reunião de coordenação política realizada na terça-feira no Palácio do Planalto.
A definição desta meta foi reiterada na reunião de coordenação política realizada na terça-feira no Palácio do Planalto.

O governo deve defender a manutenção da decisão de cortar R$ 20 bilhões nas despesas de custeio e investimento nos Três Poderes do Orçamento Geral da União de 2008.

A definição desta meta foi reiterada na reunião de coordenação política realizada na terça-feira no Palácio do Planalto.

Por quase duas horas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu o vice-presidente José Alencar e seis ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), José Múcio Monteiro (Relações Institucionais), Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência), Paulo Bernardo (Planejamento), Guido Mantega (Fazenda), Tarso Genro (Justiça) e Franklin Martins (Comunicação Social) para discutir o assunto.

Reportagem da Folha apurou que a reunião foi dominada por temas econômicos. Ao falar sobre os cortes no Orçamento, Bernardo reiterou que será necessário manter o número de R$ 20 bilhões. Porém, destacou que o Congresso é soberano para fazer a reestimativa de receita e decidir sobre o assunto.

Integrantes da Comissão Mista de Orçamento do Congresso sinalizam que o corte na proposta final poderá cair de R$ 20 bilhões para R$ 17 bilhões. Mas, segundo interlocutores do Planalto, Bernardo disse que essa previsão não corresponde aos números levantados pelo governo.

Mantega fez um balanço sobre a crise nos EUA. De acordo com relatos, ele disse que o Brasil não deve ser afetado pelos efeitos da turbulência norte-americana, repetindo o que o presidente do BC (Banco Central), Henrique Meirelles, afirmou na semana passada durante a reunião ministerial.

A reunião realizada na manhã da terça-feira estava prevista para segunda-feira. Mas foi adiada para ontem porque Alencar e alguns ministros estavam fora de Brasília. Será a última reunião antes da folia do Carnaval. Em seguida, o presidente deverá tirar alguns dias de folga.

De acordo com interlocutores, na reunião de hoje não se mencionou a possibilidade de recriar o “imposto de cheque”, apesar de alguns integrantes de partidos governistas defenderem uma nova versão da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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