Planejamento estratégico

Em: 18 de junho de 2009
Planejamento, organização, direção e controle são práticas administrativas
Planejamento, organização, direção e controle são práticas administrativas

Planejamento, organização, direção e controle são práticas administrativas. Ao desenvolver estratégias para realizar cada uma dessas práticas, as atividades dos gestores adquirem novas dimensões e as decisões são tomadas estrategicamente.
Gestores e colaboradores criam mapas estratégicos, definem objetivos, estabelecem diretrizes, metas e planos de ação durante a elaboração do planejamento estratégico –metodologia gerencial que permite estabelecer a direção a ser seguida pela empresa, visando maior grau de interação com os ambientes interno e externo (OLIVEIRA, 2001).
A interação com o ambiente significa a realização de um planejamento que extrapola a identificação dos diversos recursos disponíveis, a definição de objetivos, o estabelecimento de metas e prazos, e o acompanhamento da ocorrência do que tenha sido previsto. Ao estruturar o planejamento estratégico, além de considerar os aspectos já enunciados, os gestores buscam informações sobre o ambiente competitivo no qual a empresa se insere; outras fontes de informações são as instâncias política, social, econômica, cultural e ambiental, porque estas reúnem diversas informações importantes capazes de influenciar os negócios das instituições.
Conhecedores dessas informações, gestores e colaboradores criam uma visão sistêmica, na qual dados e informações do ambiente interno (a organização) e do ambiente externo (outras empresas, o mercado, a política, o meio ambiente, a economia, a sociedade e a cultura) são considerados. Assim, criam-se estratégias para interagir, transformar e ser transformado, enquanto busca atender à missão e à visão da organização.
A realização de um planejamento estratégico requer conhecimentos multi e interdisciplinares dos gestores, além de integração de equipes de trabalho, criação de projeções e cenários de futuro, cujo objetivo é evitar insucessos.
O planejamento estratégico pode ser desenvolvido por um professor que se baseia nos objetivos previstos no Projeto Pedagógico do Curso, na ementa da sua disciplina e nas orientações do coordenador do curso, para elaborar o seu Plano de Ensino e também o seu Plano de Aula, se tudo isso for realizado com pensamento estratégico. Similarmente, um gestor empresarial também realiza o planejamento estratégico quando baseia as suas atividades de planejamento nas premissas expostas neste texto.
A existência de diversos manuais sobre Planejamento Estratégico não esgota as possibilidades da descoberta e da criação de novas técnicas mais eficazes para realizá-lo nas organizações públicas e privadas. Por isso, os conhecimentos, as experiências, as habilidades e as competências dos gestores ainda continuam sendo as potencialidades necessárias à utilização eficaz de ferramentas de planejamento e gestão estratégica capazes de apoiarem corretamente as tomadas de decisão.
Ferramentas como Análise SWOT, Fluxos de Caixa, PDCA e Balanced Scorecard são úteis e fundamentais para o planejamento e a gestão estratégica, mas requerem pessoas conhecedoras da Missão e da Visão da Organização, que tenham pensamento estratégico. A criação de uma sinergia adequada à transformação das estratégias em ações desenvolvidas para atingir objetivos planejados, atualmente, constitui-se na condição primária para que uma organização se transforme em organização orientada para estratégia.
A contribuição dos conhecimentos da área militar para o desenvolvimento da Administração é uma realidade. Isto pode ser comprovado pelas palavras de Steiner (apud OLIVEIRA, 2001), “a palavra estratégia significa, literalmente, ‘a arte do general’, derivando-se da palavra grega strategos, que significa estritamente general”. Estratégia, na Grécia Antiga, significava aquilo que o general fez… Antes de Napoleão, estratégia significava a arte e a ciência de conduzir forças militares para derrotar o inimigo ou abrandar os resultados da derrota. Na época de Napoleão, a palavra estratégia estendeu-se aos movimentos políticos e econômicos visando a melhores mudanças para a vitória militar (p. 174)”.
No mundo das organizações públicas e privadas, a estratégia torna-se a arte de valorizar capital humano, informacional e organizacional, considerados ativos intangíveis, a fim de gerar resultados tangíveis, como bem explica a obra de Kaplan e Norton.
As estratégias, excelentes ou não, dependem de táticas inteligentes para se efetivarem; é por isso que investidores proativos preferem planos de negócios realistas a propostas perfeitas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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