Um impasse entre senadores republicanos e os sindicatos da indústria automotiva foi o motivo do fracasso. Os membros do partido governista exigiam uma redução imediata de salários nas companhias, o que foi negado pelas empresas.
Segundo o legislador republicano George Voinovich, os representantes do Sindicato de Trabalhadores da Indústria Automotiva estavam dispostos a um corte salarial, mas não antes de 2011. Os democratas têm apenas 50 cadeiras no Senado, e precisavam de 60 votos para frear a minoria republicana.
Em declaração após a sessão, a Casa Branca declarou que vai continuar buscando alternativas para as empresas do setor. O anúncio do fracasso surge poucas horas depois de o presidente do Senado, Harry Reid, anunciar um princípio de acordo. Após o fracasso na votação, Reid se disse “terrivelmente desapontado”.
Mais cedo, o senador republicano do Tennessee Bob Corker havia defendido seu plano alternativo para, entre outras coisas, obrigar as montadoras a reduzir suas dívidas e se declarar em quebra.
“Minha proposta é muito singela: encontremos o dinheiro que as empresas pedem, mas exijamos em troca condições”, disse Corker -em cujo Estado há uma fábrica da General Motors. Segundo Corker, os problemas das empresas estão intimamente vinculados com “sua estrutura de capitais” e seus custos trabalhistas.
O líder da minoria republicana, Mitch McConnell, também anunciou que votaria contra. Para justificar sua posição, McConnell usou o argumento de muitos republicanos: que o plano não oferecia garantias para a viabilidade a longo prazo da GM, da Ford e da Chrysler.
O maior “defeito” do plano, destacou o senador republicano, é que ele “promete dinheiro dos contribuintes em troca de reformas que podem ou não ocorrer amanhã”.
A medida de ajuda às principais montadoras americanas havia sido aprovada quarta-feira na Câmara de Representantes (deputados).
Pelo projeto, as montadoras deveriam ter disponíveis até US$ 14 bilhões para promover reestruturações.
A medida não era nem metade dos US$ 34 bilhões pedidos pelas companhias anteriormente.
O projeto aprovado na Câmara concederia o montante em empréstimos ou linhas de crédito -vindos de fundos do Departamento de Energia para a fabricação de automóveis ecológicos- para que as empresas continuassem com suas operações e evitassem a possível demissão de até 2,5 milhões de funcionários.
No Congresso, os legisladores estavam conscientes do caos que geraria um eventual colapso das empresas e a possível demissão de milhões de trabalhadores.
O plano foi apoiado pelo presidente George W. Bush como uma fonte de salvação para as montadoras. Ainda não está claro como os congressistas americanos vão retomar a discussão de ajuda às empresas.
Plano de resgate fracassa no Senado
Em: 15 de dezembro de 2008
Um impasse entre senadores republicanos e os sindicatos da indústria automotiva foi o motivo do fracasso. Os membros do partido governista exigiam uma redução imediata de salários nas companhias, o que foi negado pelas empresas
Redação
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