O Plano Diretor, instrumento vital de planejamento da cidade, deverá apontar as prioridades que orientarão as políticas públicas para Manaus nos próximos anos.
Neste momento crucial de discussão sobre as diretrizes da nova legislação, cabe observar os vergonhosos dados sobre a desigualdade em Manaus, a cidade mais rica do Norte. Os números são claros e não resta dúvida de que combater as desigualdades deveria ser a grande prioridade do novo Plano Diretor.
A maior parte da população declara ainda se sentir pouco ou nada segura na cidade. Em muitos bairros ainda não há um distrito policial.
Faltam bibliotecas municipais, centros culturais, cinemas, museus, salas de show e concerto e teatros, por exemplo.
A maioria dos bairros não têm uma unidade com equipamentos públicos de esporte. As pessoas são obrigadas a percorrer enormes distâncias para satisfazer suas necessidades. Na maioria das zonas não é possível encontrar um parque.
A população que utiliza os serviços públicos de saúde espera, em média, 66 dias por uma consulta, 86 dias para a realização de exames e 178 dias para intervenções mais complexas, como internações ou cirurgias.
Basicamente, o Plano Diretor deve observar:
1 – Eleger o melhor indicador que a cidade já atingiu como meta a ser perseguida para todos os bairros;
2 – Dotar todos os bairros da cidade com um mínimo de equipamentos e serviços públicos;
3 – Priorizar as ações nos itens em que há menor satisfação da população
4 – Priorizar investimentos e políticas públicas nos bairros com os piores indicadores da cidade.
Neste momento de discussão e elaboração do novo Plano Diretor Estratégico, cabe à sociedade participar para fazer de Manaus uma cidade com menos desigualdades, mais justa, mais digna, mais sustentável, com qualidade de vida para todos.







