O alto custo para embarque e desembarque de insumos e de produtos acabados, burocracia na liberação de mercadorias, taxas de armazenagens elevadas, terminais de cargas inadequados e dificuldades no transporte nas vias de Manaus, foram os principais pontos discutidos na audiência pública da última sexta-feira, na Assembléia Legislativa do Estado, proposta pelo deputado Adjuto Afonso, dentro do PNLT (Plano Nacional de Logística e Transportes) previsto para o Amazonas a partir de 2008.
O PNLT, programa do governo federal que tem em seu bojo propostas visando contribuir para a realização de metas econômicas, sociais e ambientais, considerando cenários de médio e longo prazos, objetivando o desenvolvimento sustentável, foi divido em sete vetores logísticos: amazônico, centro-norte, nordeste setentrional, nordeste meridional, leste, centro-sudeste e sul.
O amazônico receberá investimentos na ordem de R$ 5,8 bilhões, priorizando o Amazonas. O plano será viabilizado no Estado em três períodos: de 2008 a 2011, com recursos de R$ 4, 10 milhões; de 2012 a 2015, com recursos de R$ 357,62 mil e pós 2015, com o total de R$ 1,37 milhão.
Constam nos investimentos do PNLT a ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes com custo estimado em R$ 246,90 mil; construção de 120 terminais hidroviários no valor de R$ 500 mil; pavimentação e recuperação de trechos da BR 319; pavimentação da BR 317 entre Boca do Acre e Rio Branco, dentre outros.
Com a participação do presidente do Conselho Regional de Administração, Emerson Pires, do diretor da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Flávio Dutra; do representante da Seinf (Secretaria Estadual de Infra-estrutura), Manoel Paiva; da Secretaria de Planejamento, Jaime Hurck; da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), professor Waltair Machado; e da Semdurb (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano), Ray Gomes; além do diretor-executivo da Cieam (Companhia Energética do Amazonas), Ronaldo Mota; e do professor de logística do Ciesa, Jorge Campos.
Todos os participantes defenderam uma revisão nos projetos do PNLT, com a elaboração do Pelt (Plano Estadual de Logística e Transportes) específico para o Amazonas, visando priorizar projetos, formatando plataforma logística dentro do PIM (Pólo Industrial de Manaus).
O investimento mais importante está agendado para depois de 2015 com a construção do terminal da Ceasa, situação danosa para o Estado, uma vez que a Zona Franca de Manaus está prevista para funcionar até 2023. Para eles, é vital a construção de uma plataforma logística que serviria para atender ao PIM, acelerando o desenvolvimento sustentável do Amazonas. Segundo Adjuto, o desenvolvimento tecnológico, maior oferta de produtos e serviços adequados às exigências dos clientes, devem ser a logística como estratégia competitiva bastante eficaz.
Plano logístico para o Estado é debatido na Assembléia
Em: 22 de setembro de 2007
Amazonas vai ser beneficiado pelo vetor amazônico, uma das sete divisões do Plano Nacional de Logística e Transportes, com investimentos de R$ 5,8 bilhões.
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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