As contratações de planos de saúde coletivos empresariais apresentaram alta de 5% nos últimos 12 meses em todo país. Essa adesão também teve incremento de 8,9% no Amazonas, colocando o estado entre os maiores aumentos durante o período. Por região, o aumento nos dígitos do Norte chega a 5,3%. Os dados foram apurados pela NAB (Nota de Acompanhamento de Beneficiários), do IESS ( Instituto de Estudos de Saúde Suplementar).
As operadoras de plano de saúde em Manaus, confirmam que esse tipo de contratação aumentou bastante. Algumas empresas registram alta de 40% no número de beneficiários. A facilidade de ser um pacote por adesão é um dos motivos atribuídos pelas empresas. “Traz a facilidade do usuário parcelar a qualquer momento. Quando o cliente opta por esse tipo de contratação você firma um contrato de 12 meses. Além disso, o plano empresarial acima de 30 vidas não tem carência, diferente do coletivo por adesão, que tem um período”, explica a consultora de planos de saúde, Lissianny França.
De acordo com a ANS (Agência Nacional de Saúde), o plano de saúde empresarial está na categoria dos planos coletivos, o que significa dizer que a empresa financia o valor integral ou parcial de um convênio médico aos seus colaboradores.
Outro detalhe é que ao optar pela modalidade de contratação, os beneficiários podem estender aos dependentes, desde que em comum acordo pela empresa junto à operadora. Com isso, podem ser incluídos como dependentes nos planos empresariais cônjuge ou companheiro, parentes de até 3º grau e parentes por afinidade (sogros).
A agente de saúde, Mary Jane, faz parte da fatia dos beneficiários que aderiram ao plano de saúde empresarial. Pouco mais de dois anos trabalhando na empresa, ela observou a vantagem em assinar o contrato. “Pagamos um valor bem acessível que já vem descontado no contracheque. Vale a pena porque outros tipos de planos são muito caros, principalmente em relação a idade. Coloquei como dependente a minha mãe e a minha filha. Após o surto da Covid aqui em Manaus acho válido as empresas ofertarem um plano de saúde aos seus colaboradores”.
“Os planos coletivos já representam 81,5% dos vínculos de planos médico-hospitalares no país. Esse é um indicativo de que cada vez mais empresas investem nesse benefício visando o desempenho e o bem-estar dos colaboradores e seus familiares”, opina José Cechin, superintendente executivo do IESS.
O administrador da empresa Plural Saúde, Wilker Monteiro, atribuiu a demanda ao preço mais baixo comparando com o produto pessoa física ou família. “Já sabíamos que iríamos ter um volume maior devido a preocupação do cliente com a saúde, isso com toda certeza contribuiu. A pandemia mostrou a importância de ter um plano de saúde, por isso o crescimento desse modelo de contratação. O crescimento só confirmou que já havíamos planejado”, avalia ele.
Números
Com o incremento de 5%, os planos coletivos atingiram a marca de 39.483.931 beneficiários. No recorte por idade, houve crescimento em todos os segmentos nesse período, especialmente entre os beneficiários de 19 a 58 anos (4%), seguido por 59 anos ou mais (2,5%) e até 18 anos (2%). Nesse intervalo analisado, houve acréscimo de 1.544.805 beneficiários aos planos médico-hospitalares.
Os principais destaques estaduais no período de 12 meses foram no Rio Grande do Norte (9,5%) e Amazonas (8,9%).
As regiões Norte e Nordeste apresentaram os maiores aumentos de, respectivamente, 5,3% e 3,6% no intervalo analisado. Os principais destaques estaduais no período de 12 meses foram no Rio Grande do Norte (9,5%) e Amazonas (8,9%). Em números absolutos, a região Sudeste teve o principal acréscimo: 927.995 beneficiários, sendo a maior parte no estado de São Paulo, com 519.019 novos vínculos. A maior queda, entretanto, ocorreu no estado do Maranhão, com perda de 11.365 beneficiários entre agosto de 2020 e agosto de 2021.
Planos odontológicos também avançam
A contratação de planos odontológicos teve aumento de 2.536.758 milhões beneficiários entre agosto de 2020 e agosto de 2021 e atingiu o recorde histórico de 28.315.635 de beneficiários. Diferentemente dos planos médico-hospitalares, o aumento dos vínculos exclusivamente odontológicos foi impulsionado, tanto por planos individuais ou familiares (17,5%), quanto por coletivos empresariais tiveram avanço de 9,5%.
Foto/Destaque: Divulgação







