PLR vai aplicar R$ 97,6 mi na economia local

Em: 10 de novembro de 2009
O acordo de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) 2009 fechado entre o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas e as 105 indústrias locais que aderiram à iniciativa vai injetar R$ 97,6 milhões na economia de Manaus
O acordo de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) 2009 fechado entre o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas e as 105 indústrias locais que aderiram à iniciativa vai injetar R$ 97,6 milhões na economia de Manaus

O acordo de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) 2009 fechado entre o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas e as 105 indústrias locais que aderiram à iniciativa vai injetar R$ 97,6 milhões na economia de Manaus. Esse valor corresponde a 30,13% a mais do benefício pago no ano passado, quando R$ 75 milhões foram destinados ao operário.
As informações foram divulgadas pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana, ao ressaltar que aproximadamente 65 mil trabalhadores receberão o benefício do ‘14º salário’, como é considerada a PLR pela classe laboral. Segundo o dirigente, no ano passado, as perdas apontadas pela indústria em virtude da crise internacional levaram o PIM (Polo Industrial de Manaus) a destinar benefícios a apenas 45 mil trabalhadores. “Este ano, apesar de algumas empresas ainda não terem fechado as negociações com as comissões de PLR, já se pode afirmar que os setores que mais injetaram dinheiro foram os de eletroeletrônicos e duas rodas”, informou.
A notícia é de longe a melhor do último trimestre para a maioria dos trabalhadores que sequer esperavam receber a gratificação, segundo Santana, ressaltando que a remuneração é prova de que a economia industrial segue em ritmo de retomada de crescimento. “A lei não obriga o pagamento da PLR, mas exige a criação de uma comissão que discuta a remuneração, o que é um grave defeito para o entendimento entre patrões e empregados. O sindicato, por exemplo, só consegue descobrir através dos trabalhadores que atuam nos setores financeiros das empresas”, revelou.

“Avançar e recuar”

O presidente do Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas), Maurício Loureiro, considera que o acordo é uma evolução dos entendimentos entre patrões e empregados. O executivo ressaltou que, por força do momento de recessão ocorrido no fim de 2008, a indústria teve de recuar na garantia do benefício, mas elogiou a compreensão das lideranças sindicais em torno do fato. “Tal atitude demonstra claramente que ambas as partes estão amadurecendo e evoluindo com o tempo. É importante saber o momento de avançar e o momento de recuar. Em 2008, tivemos que dar um passo atrás. Em 2009, graças à melhora da economia e maior eficácia das indústrias poderemos dar dois passos à frente”, comemorou
Loureiro concordou que o aumento da participação nos lucros representa importante sinal de recuperação da economia industrial ao considerar que o pior da crise já passou e que 2010 é ano de oportunidades e crescimento para o país. “Por outro lado, gostaríamos muito que pudéssemos ter a CUT, por meio do Valdemir e de outros companheiros sindicalistas, defendendo em Brasília que a PLR [lei 10.101], fosse modificada no sentido de não ser taxada pelo imposto de renda na fonte, como o é feito hoje”, ressaltou.
O economista e consultor da RP Projetos Industriais, Luiz Carlos Resende, calculou que, em relação à primeira parcela da PLR paga no ano passado, houve um aumento médio de 20%. Segundo o especialista, o acordo prevê também que a empresa terá dez dias adicionais, caso precise de mais produção, para convocar os trabalhadores a fazer hora extra. “Se isso ocorrer, para cada dia de serviço extraordinário, os funcionários irão receber adicional de 75%. Mesmo com uma previsão de queda de 10% na produção para esse ano, é possível negociar acordos vantajosos para ambos os lados, superando inclusive a PLR paga em 2008”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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