PMDB e PSD voltam a conversar sobre eleições

Em: 8 de junho de 2012
Os entendimentos deverão avançar em reunião de Omar Aziz com Marcos Rotta, neste domingo (10), com possível presença de Eduardo Braga
Os entendimentos deverão avançar em reunião de Omar Aziz com Marcos Rotta, neste domingo (10), com possível presença de Eduardo Braga

Resolvidos alguns atritos de percurso entre o governador Omar Aziz com o senador Eduardo Braga e com a polêmica questão da água começando a causar fissuras nas relações políticas entre o governo do Estado e a Prefeitura de Manaus, PMDB e PSD começam a se entender como bons parceiros nesta reta final de articulações com vistas às eleições municipais de 2012.
Este é o novo cenário do jogo político de entendimentos e acertos entre os dois grandes partidos, o que deverá resultar na formação de uma chapa forte para encarar os adversários que também devem intensificar suas conversações neste feriadão de Corpus Christi. O cenário foi confirmado à imprensa na manhã de quarta (6) pelo deputado estadual Marcos Rotta, pré-candidato do PMDB à sucessão do prefeito Amazonino Mendes (PDT).
Ao comentar com os jornalistas a pauta da reunião do governador com vinte parlamentares da sua bancada de sustentação na Assembleia Legislativa, ocorrida na terça-feira (5), o parlamentar disse que sua pré-candidatura “continua posta” e que vai se isolar no feriadão para organizar as próximas etapas de sua caminhada no processo eleitoral, com o apoio do senador Braga. “Vou me recolher neste feriadão com a certeza de que vou, sim, contribuir com o processo eleitoral, fiel à vontade do grupo político de que faço parte e que é liderado pelo governador Omar e pelo senador Braga”, salientou, ressaltando que, no retorno a Manaus, terá um encontro particular com Omar Aziz na residência do governador, domingo (10), no condomínio Efigênio Sales. Segundo uma fonte palaciana, Braga poderá participar da reunião.

Paz e consenso

Eleito com 47.090 votos nas eleições gerais de 2010, Marcos Rotta foi o deputado mais votado do pleito em Manaus e o segundo no Estado. Lançado na política por Omar Aziz em 1998, ele figura no círculo pessoal de amigos do governador, mas observa que isso não é preponderante à escolha de seu nome para disputa municipal. O mais importante, no momento, afirma ele, “são as arestas aparadas entre Omar e Braga e a unidade do nosso grupo”.
“Temos que admitir que o que aconteceu com eles (Omar e Braga) foi algo normal em um relacionamento de anos, quando é normal algum tipo de estremecimento, até porque nem sempre ninguém pode comungar com o ponto de vista do outro eternamente. Se em uma relação conjugal é assim, imaginem em uma relação política, e é bom que isso ocorra, neste instante, pois as arestas podem ser muito bem aparadas”, comentou.
Agora que a paz voltou a reinar nas hostes governistas, Rotta considera ter ficado mais fácil o consenso para a definição da chapa que irá lutar pela vitória nas urnas de outubro. “A paz volta a reinar e, com as lideranças do governador e do senador, é possível que nasça um nome de consenso e o grupo todo saia fortalecido, vou defender sempre um nome consensual, que pode nem ser o meu, mas que eu apoiarei”, assinala.
O mais importante agora, de acordo com Rotta, é que o consenso não represente apenas um fato isolado, consequência da união PMDB/PSD, mas “uma prova de força de todo o grupo governista vitorioso nas eleições de 2010”. Conforme ele, “a população chancelou esse grupo que elegeu Omar Aziz, dois senadores da República e o maior número de deputados federais e estaduais em 2010”. Rotta garantiu que o consenso “está bem próximo” e que recente conversa entre Omar Aziz e Eduardo Braga, em Brasília, “serviu para avançar muito nessa questão”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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