Algumas empresas do Polo Industrial de Manaus apertaram muito o cinto em 2012 e fecharam o ano em crise. Caso, por exemplo, da Microservice, uma gigante do setor de mídias. Nada menos que mil funcionários foram demitidos no ano passado e os investimentos estão sendo reavaliados. O setor de papel e papelão, diretamente atingido pela nova política do ICMS estadual, passou a importar boa parte dos produtos que vende, ao invés de produzir no PIM, o que também inibe a geração de empregos. O desafio do superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, é não permitir que a situação contamine outros setores e provoque uma debandada como aquela que ocorreu na década de 90. Desta vez os problemas são locais e não nacionais.
CBA
Como alento, foi anunciado que o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), finalmente vai ganhar sua personalidade jurídica. Na verdade, quando surgiu o CBA, diziam que seria o grande passo para a criação de novos produtos a serem fabricados no PIM. A expectativa, porém, ficou muito aquém do esperado. Agora, o CBA deve ressurgir com novas esperanças e apontar, inclusive, o aproveitamento da biodiversidade amazônica na criação de novos Polos dentro do PIM.
Óbvio
Na falta do que falar, melhor ficar calado. O deputado Francisco Praciano (PT) soltou texto de sua autoria na última quinta-feira, dizendo que o Estado precisa encontrar um modelo econômico que diminua sua dependência da Zona Franca de Manaus. E ainda citou os enfrentamentos que o modelo vem tendo que aguentar com outros Estados. Não falou nenhuma novidade. Pelo contrário, repetiu o óbvio.
Trio de ouro
Se Eduardo Braga tinha seu trio predileto de vereadores – o ABC, formado por Ari Moutinho, Bosco Saraiva e Chico Preto –, o atual governador, Omar Aziz, já escolheu o que está sendo chamado de “trio de ouro”, composto por Glória Carrate, Leonel Feitoza e Mario Bastos. Assim como os três primeiros, que assumiram secretarias de Estado quando o amigo chegou ao poder, os três últimos foram brindados com presentes governamentais.
Presentes
Glória, que não conseguiu se reeleger, ganhou de presente um mandato provisório devido à cassação do vereador eleito Ronaldo Tabosa (PP). Leonel, que desistiu da sétima reeleição para apoiar a amiga, foi nomeado esta semana diretor geral do Detran-AM, um dos cargos mais cobiçados na esfera estadual. E Mario Bastos, que também abriu mão da reeleição para disputar o mandato de deputado estadual em 2014, foi nomeado ouvidor geral do Estado, cargo que já exercera em 2009.
Aos sábados
Para comemorar o Dia do Ouvidor (16), os PACs, durante este mês de março vão funcionar aos sábados de forma alternada. Ontem, começou com o da Cidade Nova. No próximo dia 9, será a vez do PAC da Compensa com apoio do PAC Alvorada. Todos os serviços dos dias de semana serão oferecidos. No dia 16 de março será a vez do PAC Educandos receber a população, oferecendo vários serviços, com apoio do PAC Porto. No dia 23 de março, será a vez do PAC São José receber a população.
Dívida
A administração do prefeito Carlos Góes, em Maués, descobriu que o Serviço Autônomo de Águas e Esgotos do município está encrencado. A dívida é alta –mais de R$ 1,2 milhão –, a inadimplência também e até empresário usava “gato” para não pagar pela água consumida. O problema agora é enfrentar a impopularidade para colocar as coisas em ordem.
Recurso
A chefe da Agência de Comunicação Social do Estado, Lúcia Carla Gama, vai recorrer da decisão do Tribunal de Contas, que julgou irregulares suas contas de 2011 e lhe aplicou multa de R$ 14,5 mil. Ela se disse tranquila com a situação e colocou na conta de alguns mal entendidos a condenação.
Mira
O presidente da Câmara Municipal de Manaus, Bosco Saraiva (PSDB), deixou vazar ontem o ofício que recebeu da Polícia Federal, requerendo informações sobre as despesas dos vereadores Masami Miki (PSL), Marcelo Serafim (PSB) e Wilker Barreto (PHS), parlamentares que tiveram seus patrimônios anabolizados nos últimos quatro anos. Os dados foram imediatamente encaminhados. Detalhe: dos três, apenas o primeiro não é aliado de Bosco, em tese.
Silêncio
A quatro meses do Festival de Parintins, reina o mais absoluto silêncio na Secretaria de Estado da Cultura sobre o direito de arena. Não há sinais de movimentação para evitar que a dúvida sobre que empresa transmitirá o evento persista. O governo está mesmo decidido a não intervir na questão e os bumbás não arredam pé das decisões tomadas. TV A Crítica e Amazon Sat ficam na espera.
Poder de escolha
Alguns profissionais de imprensa, acostumados a cobrir o festival, começaram a achar muito boa a idéia de que duas emissoras poderão transmitir as belezas de Caprichoso e de Garantido. Quem é contra, alega falta de espaço, o que não é verdade. Onde cabe uma câmera, cabem duas ou três. Além disso, com a ampliação que está sofrendo o bumbódromo o que não vai faltar é local para se escolher o melhor ângulo. Pela primeira vez, o telespectador vai ter direito de escolha.







