Ponte pode ganhar aditivo e custar mais de R$ 800 milhões

Em: 24 de maio de 2010
Um novo aditivo ao orçamento da ponte sobre o Rio Negro já está sendo anunciado pelo governo do Amazonas, conforme foi anunciado pela emissora de rádio CBN Manaus, esta semana
Um novo aditivo ao orçamento da ponte sobre o Rio Negro já está sendo anunciado pelo governo do Amazonas, conforme foi anunciado pela emissora de rádio CBN Manaus, esta semana

Um novo aditivo ao orçamento da ponte sobre o Rio Negro já está sendo anunciado pelo governo do Amazonas, conforme foi anunciado pela emissora de rádio CBN Manaus, esta semana. Em entrevista à rádio, o secretário da RMM (Região Metropolitana de Manaus), René Levy, confirmou que há um processo de discussão acerca do aditivo, mas ainda não foi definido. A ponte, inicialmente, custaria R$ 574 milhões.
Segundo informações do titular da SRMM, René Levy, em entrevista concedida à CBN Manaus, se for concedido o aditivo, a ponte passará a custar mais de R$ 800 milhões, ou seja, 130% a mais do que foi projetado inicialmente. “Há um pleito por parte do Consórcio Rio Negro, no sentido de marjorar o valor da ponte para um percentual acima daquele previsto na legislação. Eles iniciaram com um pedido de mais de R$ 800 milhões, já somado aos R$ 574. Então, a ponte passaria a não custar mais R$ 574 milhões e iria para mais de R$ 800 milhões”, explicou Levy.
Segundo o representante do governo do Amazonas, autor da obra, os principais motivos que levam o Estado a buscar mais recursos já estão sendo avaliados, tanto pelo governo do Amazonas quanto pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social). “Esses valores e toda a justificativa já foram submetidas a várias instâncias, nas áreas técnicas e jurídicas do Estado e do BNDES. Já envolvemos professores-doutores da USP, da área de geologia e de engenharia estrutural já envolvemos também professores-doutores da Universidade Federal do Amazonas que fizeram uma auditoria minuciosa da planilha de quantitativos apresentados pelo Consórcio e pela equipe técnica do governo do Estado mais precisamente da nossa unidade gestora da obra. Mas ainda estamos em fase final para definição desse valor”.
Levy justificou o aumento do valor da obra, explicando que houve uma mudança de tecnologia das fundações da ponte. Segundo o secretário da RMM, a previsão de fundação do início da obra, dentro do projeto básico, não será suficiente para suprir as demandas de carga que a ponte eventualmente terá, em função da particularidade do subsolo. “Houve um acréscimo significativo desse trabalho, a tecnologia anterior era de estaca pré-moldada e passamos a necessitar de estaca escavada, com variações de mais de 50 metros de tamanho de cada uma dessas estacas”, explicou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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