Sem funcionar há oito anos para atracação de barcos regionais, o porto de Itacoatiara, município que fica a 265 km de Manaus, segue em situação indefinida. Além de prejudicar a economia local, que deixa de embarcar e desembarcar cargas e ter o giro do recurso financeiro proporcionado por essas embarcações, o imbrólio ainda afeta os empregos e coloca em risco a segurança de passageiros que precisam se locomover. É o que diz o presidente da Comissão dos Portos, da Aleam (Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas), deputado Cabo Maciel (PR) que afirma não haver como prever quanto tempo a situação ainda possa demorar para se regularizar.
O deputado Maciel diz estar preocupado com os problemas que as limitações ao porto ocasionam na cidade. “Temos muitos sindicatos, portuários e arrumadores que dão suporte ao porto quando ele está operando. São pais de família que estão desempregados”, lamenta. O deputado estadual também afirma que o aquecimento da economia de Itacoatiara depende da movimentação no porto. “A cidade está prejudicada hoje. O município deixa de embarcar e desembarcar, de gerar emprego e renda, de arrecadar, de movimentar sua economia”, reclama.
Outro ponto destacado por Cabo Maciel diz respeito à segurança dos passageiros que utilizam o rio para viajar para Parintins, Santarém e Belém. “Essas pessoas pegam uma lancha, pagando R$ 20,00. Essa lancha encosta do lado de um barco em movimento para que as pessoas subam, muitas vezes na madrugada. Com o porto aberto para atracação dos barcos regionais, esse tipo de perigo seria evitado. Temos ali crianças, grávidas e idosos”, enfatiza.
O deputado explica que o porto já está apto para funcionar com exportação a largo, no entanto não autoriza a parada de barcos regionais. “É muito pouco” afirma. Entre as exigências da Capitania dos Portos estão o memorial descritivo, o projeto assinado por um engenheiro naval”. Há ainda outras três exigências menores, detalhes que faltam. Assim que o DNIT protocolar essas exigências, elas serão avaliadas pela capitania. É isso que estou cobrando”. Após a avaliação a capitania deve expedir uma autorização abrindo o porto para funcionamento interno e atracação de barcos regionais.
Gestões interiores
Na opinião do deputado, a má gestão da administração anterior do Dnit é a principal responsável pelos entraves encontrados para o funcionamento do porto. Mau gerenciamento de recursos e falta de compromisso com Itacoatiara das pessoas que estavam tratando do assunto são as causas apontadas pelo deputado. O parlamentar também elogia a atual posição do DNIT que vem tentando ajudar a resolver a questão. No entanto, reclama da demora. “Esse processo já está bastante atrasado. A capitania fez essas exigências há mais de 30 dias”, conclui.







