Porto sem perspectivas de reabertura

Em: 18 de setembro de 2013
Terminal permanece sem aptidão para receber atracação de barcos regionais
Terminal permanece sem aptidão para receber atracação de barcos regionais

Sem funcionar há oito anos para atracação de barcos regionais, o porto de Itacoatiara, município que fica a 265 km de Manaus, segue em situação indefinida. Além de prejudicar a economia local, que deixa de embarcar e desembarcar cargas e ter o giro do recurso financeiro proporcionado por essas embarcações, o imbrólio ainda afeta os empregos e coloca em risco a segurança de passageiros que precisam se locomover. É o que diz o presidente da Comissão dos Portos, da Aleam (Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas), deputado Cabo Maciel (PR) que afirma não haver como prever quanto tempo a situação ainda possa demorar para se regularizar.
O deputado Maciel diz estar preocupado com os problemas que as limitações ao porto ocasionam na cidade. “Temos muitos sindicatos, portuários e arrumadores que dão suporte ao porto quando ele está operando. São pais de família que estão desempregados”, lamenta. O deputado estadual também afirma que o aquecimento da economia de Itacoatiara depende da movimentação no porto. “A cidade está prejudicada hoje. O município deixa de embarcar e desembarcar, de gerar emprego e renda, de arrecadar, de movimentar sua economia”, reclama.
Outro ponto destacado por Cabo Maciel diz respeito à segurança dos passageiros que utilizam o rio para viajar para Parintins, Santarém e Belém. “Essas pessoas pegam uma lancha, pagando R$ 20,00. Essa lancha encosta do lado de um barco em movimento para que as pessoas subam, muitas vezes na madrugada. Com o porto aberto para atracação dos barcos regionais, esse tipo de perigo seria evitado. Temos ali crianças, grávidas e idosos”, enfatiza.
O deputado explica que o porto já está apto para funcionar com exportação a largo, no entanto não autoriza a parada de barcos regionais. “É muito pouco” afirma. Entre as exigências da Capitania dos Portos estão o memorial descritivo, o projeto assinado por um engenheiro naval”. Há ainda outras três exigências menores, detalhes que faltam. Assim que o DNIT protocolar essas exigências, elas serão avaliadas pela capitania. É isso que estou cobrando”. Após a avaliação a capitania deve expedir uma autorização abrindo o porto para funcionamento interno e atracação de barcos regionais.

Gestões interiores

Na opinião do deputado, a má gestão da administração anterior do Dnit é a principal responsável pelos entraves encontrados para o funcionamento do porto. Mau gerenciamento de recursos e falta de compromisso com Itacoatiara das pessoas que estavam tratando do assunto são as causas apontadas pelo deputado. O parlamentar também elogia a atual posição do DNIT que vem tentando ajudar a resolver a questão. No entanto, reclama da demora. “Esse processo já está bastante atrasado. A capitania fez essas exigências há mais de 30 dias”, conclui.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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