Portobello quer recuperar exportações

Em: 18 de novembro de 2008
A alta do dólar já sinaliza para a fabricante de revestimentos cerâmicos Portobello um melhor desempenho para exportação, informou o presidente da companhia, Cesar Gomes Júnior
A alta do dólar já sinaliza para a fabricante de revestimentos cerâmicos Portobello um melhor desempenho para exportação, informou o presidente da companhia, Cesar Gomes Júnior

A alta do dólar já sinaliza para a fabricante de revestimentos cerâmicos Portobello um melhor desempenho para exportação, informou o presidente da companhia, Cesar Gomes Júnior. “Em outubro já tivemos um número maior de pedidos e em 2009 já devemos ter um aumento nas exportações”, disse Gomes Júnior, ao divulgar os resultados obtidos pela companhia no terceiro trimestre deste ano.
A receita com as exportações teve queda de 11% entre julho e setembro, comparada com o mesmo período de 2007, e ficou em R$ 30 milhões, ou 26% de participação nas vendas. A receita líquida da empresa no trimestre foi de R$ 113 milhões, alta de 14%, puxada principalmente pelo aquecimento do mercado interno. A empresa, constituída em 1979 em Tijucas (SC) onde mantém oito fábricas, teve em 2008 um de seus ­melhores anos.
Por outro lado, a queda gradativa das exportações é a razão central para os prejuízos que a fabricante vem tendo desde o ano passado. O caixa negativo, no entanto, começa a dar sinais de recuperação, e Gomes afirmou poder começar a operar no azul já em 2009. De julho a setembro, o prejuízo foi de R$ 7,2 milhões, 69,4% menor que o terceiro trimestre de 2007, quando estava em R$ 23,6 milhões. No acumulado dos nove meses, há um pequeno lucro, de R$ 500 mil, ante os R$ 40,2 milhões negativos do mesmo período em 2007.
“Nos preparamos para trabalhar com um dólar a R$ 1,60 e ele já chegou a bater quase R$ 2,40. Com o câmbio a R$ 1,90 as exportações já voltam a ser uma atividade vantajosa para nós”, disse o presidente da empresa. “Há dois meses estávamos rejeitando pedidos, ou não entregando com a devida presteza as encomendas que tínhamos”, disse Gomes. Alguns destinos, como Japão, foram cortados dos negócios, e o número de países a que atende caiu de 60 para cerca de 40 atualmente.
Com a mudança de patamar no dólar, as exportações voltam à pauta. Regiões como África, Oriente Médio, América Latina e Rússia, onde a Portobello participa e negocia grandes projetos, devem compensar parte da queda no desempenho dos Estados Unidos, destino que responde por metade de todas as vendas externas da Portobello.
A empresa mantém uma subsidiária naquele país, que teve prejuízos de R$ 3 milhões no terceiro trimestre, por conta da liquidação de estoques e remanejamento das operações locais. A representante norte-americana era composta por seis centros de distribuição e 120 colaboradores, o que foi reduzido a um centro e 20 empregados.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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