O diretor-presidente do Porto Chibatão, José Ferreira de Oliveira, conhecido como Passarão, pronunciou-se a respeito das acusações sobre a tentativa de interdição do Porto Privatizado de Manaus feitas pelo administrador do mesmo, Alessandro Bronze. Na ocasião, Bronze afirmou que o fato se deu por questões de estratégia comercial do Chibatão. Mas Passarão disse que não há motivos para tais acusações, feitas, segundo ele, para prejudicar seus negócios.
“Essas acusações são absolutamente inverídicas e infundadas e a única explicação possível para isso é a tentativa de desqualificar o trabalho realizado pela Capitania dos Portos”, afirmou Passarão. De acordo com ele, sua empresa não acompanha as atividades de fiscalização desenvolvidas pela Capitania dos Portos, que pediu a interdição. “Só tomamos conhecimento disso a partir das informações noticiadas pelos meios de comunicação”, destacou, referindo-se ao fato de Bronze ter dito que um ex-capitão dos portos está associado ao Chibatão e envolvido na tentativa de interditar o concorrente.
Na avaliação do empresário, é importante que os administradores do Porto Privatizado continuem a averiguar os problemas de manutenção do local que, segundo ele, não oferece condições suficientes para atender a demanda e tampouco realizar os serviços de embarque e desembarque de cargas e passageiros.
O Porto Chibatão atuou como prestador de serviços do Porto Privatizado no período de 1º de março de 2006 a 1º de janeiro de 2008 e Passarão alega que preferiu romper o contrato firmado com as arrendantárias, a despeito de pagamento de multa, por ter apurado após vistorias, o estado de manutenção do cais flutuante. “O vulto dos investimentos necessários à recuperação do Porto Privatizado, aliado aos riscos decorrentes desse péssimo estado de conservação de sua estrutura, fizeram com que o Porto Chibatão desistisse de operar naquele local”, ressaltou Passarão.
Segundo o proprietário do Chibatão, desde 2005 a SNPH (Superintendência Estadual de Navegação, Portos e Hidrovias) realiza vistorias no local e durante todo o período em que operou na área, o Porto Chibatão foi o único a atentar para a necessidade de reparos no porto privatizado.
Administrador Alessandro Bronze contra-argumenta
Conforme o administrador do Porto Privatizado de Manaus, Alessandro Bronze, o local sempre demonstrou às autoridades competentes e à opinião pública que possui condições de segurança para operar normalmente.
No que diz respeito ao contrato de prestações de serviços mencionados por Passarão, ele disse que ao Porto Chibatão é que caberia o papel de fazer as manutenções necessárias no Porto de Privatizado Manaus.
“Entretanto, nada foi feito pelo Chibatão, motivando o estremecimento das relações. Por várias vezes eles foram notificados sem solução concreta, até que o contrato foi finalmente rompido”, salientou Bronze.
“De fato, o Chibatão atuou como predador. Mesmo assim se mantém como operador portuário, renovando o certificado periodicamente”, completou.
O administrador disse acreditar que o Porto Privatizado está apto a continuar com suas operações normalmente de forma a atender todas as demandas da população de Manaus.
“Trata-se apenas de perseguição com fins comerciais”, enfatizou. O local está realizando seus serviços normalmente e, no momento, possui dois transatlânticos atracados, um com 180 metros de comprimento e outro ainda maior, com um total de 210 metros.
A equipe de reportagem do Jornal do Commercio tentou entrar em contato com o atual capitão dos portos, Denis Teixeira de Jesus, por telefone e via e-mail, mas não obteve retorno sobre o caso.







