Portugal deve crescer pouco em 2011, prevê estudo da Moody’s

Em: 14 de julho de 2010
A agência de classificação de risco Moody’s prevê baixo crescimento da economia de Portugal no curto e médio prazo, apesar da expansão relativamente forte registrada no primeiro trimestre de 2010
A agência de classificação de risco Moody’s prevê baixo crescimento da economia de Portugal no curto e médio prazo, apesar da expansão relativamente forte registrada no primeiro trimestre de 2010

A agência de classificação de risco Moody’s prevê baixo crescimento da economia de Portugal no curto e médio prazo, apesar da expansão relativamente forte registrada no primeiro trimestre de 2010.
O PIB deve subir entre 0,5% e 1% em 2010 e o crescimento será “perto de zero” em 2011, segundo o analista e vice-presidente sênior do Grupo de Risco Soberano da Moody’s, Anthony Thomas.
“Para os próximos 18 meses a dois anos, a economia tem dois fortes contratempos”, afirmou Thomas, em entrevista à Dow Jones, referindo-se às recentes medidas de austeridade do governo português e à falta de alavancagem dos bancos.
No primeiro trimestre de 2010, o PIB de Portugal cresceu 1,1% em comparação ao quarto trimestre de 2009, mas o governo português, sob forte pressão da União Europeia e dos mercados financeiros, anunciou em maio novos cortes de gastos e aumentos de impostos para acelerar os esforços para reduzir o elevado déficit orçamentário.
Para o médio prazo, Thomas afirmou que a Moody’s prevê que a taxa de tendência do crescimento do PIB de Portugal será de cerca de 1,5%, próxima do mesmo nível em que estava antes da atual crise financeira e econômica.
“Não vimos nenhum sinal” de que as recentes reformas estruturais, incluindo uma revisão das leis trabalhistas, impulsionarão a fraca taxa de tendência de crescimento, observa o executivo.
Uma perspectiva de crescimento fraco foi um dos principais fatores por trás da decisão da Moody’s de cortar a classificação de dívida soberana de Portugal em dois níveis, para A1, com perspectiva estável, no início desta terça-feira.
A previsão da Moody’s para a relação dívida/PIB é de que vai atingir quase 90% em 2011 e então estabilizar-se nesse nível.
“Sem uma redução no déficit mais significativa do que o governo está planejando, ou sem um desempenho de crescimento muito mais forte pela economia, ficou muito difícil pelos nossos cálculos ver uma queda na proporção da dívida/PIB”, afirmou Thomas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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