O pró-reitor da Universidade do Minho – Uminho, em Portugal, Vasco Teixeira, e o diretor da Agência de Energia da Universidade, visitaram nba última terça-feira, 23, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 43 unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), localizada em Brasília, DF, onde conheceram as pesquisas de nanotecnologia desenvolvidas pela Unidade. O objetivo é firmar um acordo de cooperação técnica entre as duas instituições para utilizar os conhecimentos desse campo da ciência em prol da agropecuária, com foco no desenvolvimento de nanossensores, embalagens inteligentes e segurança alimentar.
A Universidade do Minho, localizada na região do Minho (parte na cidade de Braga e outra parte em Guimarães, conhecida pela forte industrialização), é pública com autonomia administrativa e financeira. Desde 1973, quando foi fundada, a Universidade tem desempenhado um papel significativo como agente de desenvolvimento da região. A Uniminho possui 85% dos seus docentes com grau de doutor e está cada vez mais empenhada na pesquisa e na construção e consolidação do conhecimento no espaço europeu de ensino superior nas mais variadas áreas científicas, incluindo a área de ciência e tecnologia.
Segundo o pró-reitor, Vasco Teixeira, a Universidade tem competência técnica e científica para investir na área de nanotecnologia e, por isso, o interesse na parceria com a Embrapa.
A cooperação técnica entre as duas instituições vai envolver duas unidades da Embrapa: a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Embrapa Instrumentação Agropecuária, em São Carlos (SP). Por isso, o chefe de Pesquisa & Desenvolvimento da Embrapa Instrumentação Agropecuária, Luiz Henrique Mattoso, também esteve presente à visita.
Durante a visita, os representantes da Uminho assistiram a uma apresentação do pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Luciano Paulino, sobre os estudos de nanotecnologia em desenvolvimento na Unidade, que contam com a parceria de várias instituições de pesquisa e ensino brasileiras. As pesquisas são realizadas com o auxílio de aparelhos de última geração denominados espectrômetros de massa. São aparelhos hipersensíveis, com um limite de detecção altíssimo, de uma parte por bilhão, ou seja, se fizermos uma comparação com uma balança na qual fossem colocadas um bilhão de pessoas, o espectrômetro de massa seria capaz de detectar a ausência de apenas uma delas.
Segundo Paulino, o “carro chefe” das pesquisas atualmente é a bioprospecção para busca de novas moléculas com atividades biológicas relevantes, como antibacterianas e antifúngicas.






