Não é de hoje que a bioeconomia tem impacto positivo na receita do Amazonas. Já movimentou milhões de recursos, garantindo a sobrevivência econômica de milhões de pessoas na região. Por muito tempo, essas atividades foram o sustento dos amazonenses. Com o a advento da ZFM, foi relegada a segundo plano. A prática acontece desde os tempos áureos da borracha. E, agora, ganha cada vez mais espaço como fator estratégico para alavancar o desenvolvimento, gerar mais empregos e renda à população regional.
Países vizinhos estão interessados nessas potencialidades da biodiversidade. Uma visita consultar recente de representantes do Peru e da Colômbia à Suframa dá ideia do quanto os recursos naturais podem ser um viés para a matriz econômica que tantos almejam – uma nova atividade que se somaria à produção industrial da ZFM, permitindo o ‘espraiamento’ da prosperidade econômica, como bem define o superintendente da autarquia, Algacir Polsin, um homem de visão que conhece as peculiaridades desse Amazonas continental. “Precisamos também olhar para o homem do interior”, disse. Ele recebeu o cônsul do Peru, Pedro Vargas, e o da Colômbia, Luis Rojas, que demonstraram interesse pela bioeconomia da região. E ainda na troca de experiências comerciais e científicas entre os três países. A comitiva visitou também o CBA. Mais negócios à vista, provavelmente.
Indústria
A produção industrial ganha mais fôlego. É o que aponta uma nova pesquisa do IBGE. No Amazonas, o setor fechou 2021 com uma expansão de 6,4%. No acumulado do ano, o resultado no Estado está acima da média nacional, que chegou a 3,9%. De novembro a dezembro, o crescimento foi de 14%. Esse cenário mostra o quanto ainda a região é dependente das receitas geradas pelas empresas instaladas na ZFM. Lideranças vêm alertando sobre a necessidade de uma nova matriz econômica. Até quando serão mantidos esses benefícios?
Comércio
Ao contrário da indústria, as atividades comerciais do Amazonas não andam bem das pernas. Nem mesmo o período natalino foi capaz de alavancar as vendas, segundo os novos dados do IBGE. Em dezembro de 2021, o setor amargou uma perda de 1,5%, comparando o mesmo período do ano anterior. O comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motocicletas, partes e peças de materiais de construção, recou 3,8%, aponta o órgão. Lojistas temem nova retração. É hora de se ‘reinventar’ mais ainda.
Moção
A ´polêmica sobre a apologia ao nazismo também respinga na Câmara Municipal de Manaus. Ontem, o vereador Luís Mitoso (PTB) fez uma moção de solidariedade ao povo judeu. O parlamentar se reportou às declarações do youtuber e apresentador de podcast Bruno Ajub, que defendeu a criação de um partido nazista no Brasil. “Isso é inaceitável”, disse o parlamentar. O caso ganhou repercussão internacional. Israel e países da Europa condenaram o ato. Inacreditável, como tem gente até hoje que segue as ideias de Hitler depois de tantas atrocidades.
Negacionismo
Também ontem na Câmara Municipal, o vereador Marcelo Serafim (PSB) classificou como defensoras do negacionismo as pessoas que insistem em ser contra as vacinas, principalmente sobre a imunização de crianças. Ele alertou que essa resistência nefasta atrapalha o aumento da cobertura vacinal, prejudicando as metas da prefeitura e do próprio governo do Amazonas para o controle da pandemia. “Vacinação é o caminho para erradicar muitas doenças”, disse o parlamentar. O problema é que nem todos se convencem dessa necessidade por pura estupidez.
Despesas
Ontem, o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) apresentou dados na Assembleia Legislativa, apontando que as despesas dos órgãos públicos e poderes no Amazonas aumentaram até 102,17% no período de dois anos – de 2018 a 2021 -, passando de R$ 92 milhões para R$ 186 milhões. O parlamentar é economista de formação e sabe muito bem desses impactos negativos na economia. “Fiz este levantamento para pedir uma reflexão dos poderes e da sociedade”, ressaltou ele. E somos nós que bancamos essa farra com os recursos públicos.
Insanidade
A polícia prendeu, ontem, de novo o casal de empresários supostamente envolvidos na morte do sargento Lucas Ramon em Manaus. Joabson Agostinho e Jordana Azevedo, donos do supermercado Vitória, teriam sido os mandantes do crime. A mulher do empresário teria um caso amoroso com a vítima. Duas mulheres também estariam envolvidas. Um gerente do estabelecimento foi quem intermediou a contratação do assassino para matar o militar. Uma insanidade que ainda tem grande repercussão, envolvendo gente de alto poder aquisitivo, classe média alta. Lamentável.
Federações
Por quase unanimidade, o STF validou, ontem, a lei que prevê as chamadas federações partidárias, união de partidos para atuar de maneira unificada por um período mínimo de quatro anos nas eleições. O placar foi de 10 votos a 1 em votação na mais alta corte do País. Os ministros julgaram uma ação do PTB. O partido argumenta que o novo mecanismo é uma reedição das coligações. A análise do caso teve início na quinta-feira (3) e foi retomada nessa quarta-feira (9). O assunto deve fomentar mais polêmica.
Queda
Uma nova pesquisa depõe contra a popularidade do presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele teria uma rejeição de 61% na Região Nordeste, segundo um levantamento da Genial/Quest, divulgado ontem. Os dados apontam que o chefe do Planalto atira no próprio pé com suas declarações bombásticas. Ele desagradou imensamente os nordestinos aos chamá-los de ´pau de arara’, visto como uma fala preconceituosa. E também chamou o seu sogro cearense de ‘cabeça chapa’. Até onde vai a veracidade desses números?







