A possibilidade de empresas de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos se instalarem no PIM (Pólo Industrial de Manaus) agora é real com a nova regulamentação do PPB (Processo Produtivo Básico) para o segmento, publicado no DOU (Diário Oficial da União) do dia 31 de dezembro de 2007. Ao contrário da regulamentação anterior, de 2002, esta tornou exeqüível a utilização dos insumos locais, uma vez que reduziu o índice de peso de uso da matéria-prima regional na composição dos produtos e estabeleceu percentuais mínimos em valor destes insumos.
A superintendente da Suframa, Flávia Grosso, informou por sua assessoria que a nova regulamentação estimulará a instalação de um novo segmento industrial em Manaus e fomentará a produção de insumos em toda a Amazônia. “A medida adotada pelo governo federal, através dos ministros do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, atende a um antigo pleito da região. Na prática, ela proporcionará a geração de mais emprego”, destacou.
Insumos
variados
Flávia Grosso afirmou que o novo segmento demandará insumos variados, o que poderá ser produzido por pequenas comunidades, cooperativas no interior do Amazonas e dos demais Estados da Amazônia brasileira. A superintendente acrescenta que o PPB reformulado está ainda alinhado com a política do governo do Amazonas, que tem como uma de suas diretrizes valorizar a floresta em pé, por meio de sua exploração sustentável. “Vale ressaltar o trabalho conjunto das equipes técnicas do governo do Estado do Amazonas, Suframa, Mdic e empresariado local para o sucesso desta ação”, ressaltou.
O coordenador-geral de acompanhamento de Projetos Industriais da Suframa, Gustavo Igrejas, explicou que com a nova regulamentação do processo produtivo, o parque fabril de Manaus tem competitividade para atrair fabricantes de todos os produtos abrangidos pelo PPB. São perfumes, águas de colônia, produtos de maquilagem para lábios, olhos, além de sombras, delineadores, lápis para sobrancelha e rímel, cremes de beleza, preparações capilares e para barbear, desodorantes, bronzeadores, entre outros.
No anexo da portaria interministerial nº 842, os produtos estão relacionados com os respectivos índices mínimos de peso e de valor que devem ter de insumos regionais. A portaria pode ser conferida no site da Imprensa Nacional, o www.in.gov.br. O novo processo produtivo está publicado na seção 1, páginas 107 e 108. A expectativa era que os primeiros projetos industriais para a exploração do segmento fossem apresentados na primeira reunião do CAS (Conselho de Administração da Suframa), em 2008, realizada no dia 28 de fevereiro.
A experiência
da Pharmakos
Atuando há sete anos em Manaus, a Pharmakos da Amazônia começou com onze produtos na linha de fitofármacos e hoje produz 73. O proprietário da empresa, Schubert Pinto, comemora a regulamentação do Processo Produtivo Básico para o segmento de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, mas lamenta que o pólo de cosméticos esteja parado com o projeto aprovado pela Suframa, porém, aguardando o descontingenciamento de recursos na ordem de R$ 10 milhões do governo federal.
O pesquisador-empresário reconhece não ser muito fácil manter um empreendimento como a Pharmakos. “As dificuldades são inúmeras, sendo a principal delas a falta de apoio para financiamentos. A propaganda dos bancos diz uma coisa, mas quando os procuramos a realidade é outra. Eles pedem fundo de aval, garantia de um a três anos e patrimônio líquido. Minha sugestão é que o governo, federal ou estadual, crie um fundo de aval para financiamento de projetos de microempresas”, cobrou.
Para quem deseja iniciar nesse segmento de fitofármacos, o empresário aconselha a se qualificar em órgãos como o Cide (Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial), Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa), Sesi (Serviço Social da Indústria ) e Fucapi (Fundação







