Preço da cesta básica terminou 2008 11% mais cara, diz Dieese

Em: 6 de janeiro de 2009
Pesquisa realizada pelo Procon-SP, em convênio com o Dieese, apontou que a cesta básica apresentou alta de 11,30% em 2008, na comparação com o ano anterior
Pesquisa realizada pelo Procon-SP, em convênio com o Dieese, apontou que a cesta básica apresentou alta de 11,30% em 2008, na comparação com o ano anterior

Pesquisa realizada pelo Procon-SP, em convênio com o Dieese, apontou que a cesta básica apresentou alta de 11,30% em 2008, na comparação com o ano anterior. O preço médio que, em 27 de de dezembro de 2007, era R$ 258,58, passou para R$ 287,80 em 26 de dezembro do ano passado. Por grupos, foram constatadas as seguintes variações: alimentação: 9,78%; limpeza: 16,00%; e higiene pessoal, 20,43%. Os três produtos que apresentaram as maiores altas no ano foram: sabão em barra (42,11%), arroz (36,60%) e sabonete (35,42%). As três maiores quedas foram: feijão carioquinha (-36,36%), batata kg. (-17,68%) e alho (-12,25%).
A pesquisa abrange 68 itens e foi realizada em 70 supermercados da cidade de São Paulo. A variação do preço médio da cesta básica desde o Plano Real foi de 170,49%, com base no valor de 30 de junho de 1994, de R$ 106,40.
De acordo com análise do Procon, 2008 iniciou com a perspectiva de uma desaceleração no ritmo de alta dos alimentos, mas já se previa que o preço dos grãos (trigo, milho e soja) no mercado internacional seria um fator de pressão inflacionária. Durante o primeiro semestre de 2008 os preços dos alimentos continuaram subindo. Além de todos os fatores iniciados no ano anterior, da produção do álcool nos EUA -que tem o milho como base- e da crise de produção de trigo na Argentina, o grande vilão para os produtores foram os preços dos fertilizantes que elevaram muito os custos de produção. Aumentaram também os preços das sementes, tratores, máquinas e, até mesmo, da mão-de-obra.
O consumidor sentiu no bolso a pressão das carnes, cujos insumos de produção se valorizaram em ritmo crescente. O setor de carne bovina enfrentou, ainda, a escassez de animais para abate e o frango teve a demanda ampliada, por se tornar uma alternativa ao consumidor com a valorização das outras carnes. O segundo semestre foi marcado pelas repercussões da crise financeira internacional. A valorização do dólar em relação ao real poderia beneficiar o setor exportador, no entanto houve uma redução do nível de demanda global em todos os países e para todos os produtos, derrubando os preços das commodities.
Para o Procon, a queda interrompeu, de certa forma, o ciclo de alta dos alimentos, mas ainda não chegou a ser um alívio total para os consumidores, que continuam sentindo os efeitos da alta dos preços de itens de grande peso na cesta básica.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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