O barril do petróleo abriu 2008 por volta dos US$ 98, alimentando a expectativa de investidores e analistas de que a commodity atinja a barreira simbólica dos US$ 100 ainda neste ano. Em 2007, o preço do barril chegou a bater o nível recorde de US$ 99,29, durante a sessão de negócios do dia 21 de novembro. Em um fechamento, a cotação mais alta foi US$ 98,18, no dia 23 do mesmo mês.
Às 12h43 (horário de Brasília) na Nymex (sigla em inglês para Bolsa Mercantil de Nova York), o barril do petróleo cru para entrega em fevereiro subia 2,26%, cotado a US$ 98,15, em Nova York.
Analistas afirmam que a violência na Nigéria, o maior produtor africano de petróleo, e a expectativa de um novo declínio nas reservas americanas, pressionam as cotações.
No país africano, um porta-voz militar informou que 13 morreram durante ataque em Port Harcourt, cidade rica em petróleo da Nigéria. A violência na região petrolífera nigeriana já provocou declínio na produção local da commodity.
O Departamento de Energia dos EUA deve divulgar nesta semana o número atualizado das reservas de petróleo e derivados do país. Analistas esperam uma retração de 1,8 milhão de barris. No mês passado, o mercado levou um susto com a redução dos estoques, que caíram para o nível mais baixo desde 2005.
Aumento da produção
O Irã, um dos principais membros do cartel de petróleo Opep, comunicou na quarta-feira que espera elevar sua produção local a 4,5 milhões de barris/dia antes de 2010.
Mohamad Yavad, porta-voz da Companhia Nacional de Petróleo, afirmou que a produção atual -hoje em 4,15 milhão de barris/dia- deve atingir 4,2 milhões de barris/dia até março.







