O preço médio do combustível de avião no primeiro quadrimestre é o mais elevado para este período do ano, superando mesmo os valores de 2008, que foi o ano em que os preços atingiram o “pico” recorde de US$ 1.424,5 por tonelada, de acordo com os dados do Índice IATA do Jet Fuel.
Segundo a IATA, para o preço médio do ano apresenta o valor do barril de jet fuel, desde o início de 2011 até ao fim de abril (semana terminada a 29 de abril), o preço médio foi de US$ 127.4 dólares, mais 43,1% que no primeiro quadrimestre de 2010, mais 119,7% que em 2009 e, inclusivamente, mais 1,5% que em 2008.
Ainda de acordo com o Índice, elaborado em parceria com os Platts, a consumo constante e antes de hedgings, o setor da aviação está com a perspectiva de uma agravamento da fatura de combustíveis em US$ 60 milhões.
Para este comportamento do preço médio conta especialmente o facto de a partir de finais de fevereiro o preço da tonelada de jet fuel ter estado sempre acima dos mil dólares, mantendo-se acima dos US$ 1.100 a partir de inícios de abril.
De acordo com o Índice, na semana terminada a 8 de abril foi quando se registou o valor mais alto deste ano, de US$ 1.127,4 por tonelada, a partir do qual houve algum ajustamento em baixa nas duas semanas seguintes, primeiro para US$ 1.203,2 e, depois, para US$ 1.104,8, mas na semana terminada a 29 de abril houve novo agravamento, que levou o preço para os US$ 1.117,2.
Este preço é 62,5% ou US$ 429.5 mais alto que o preço máximo de 2009 (US$ 687.7, na semana terminada a 23 de outubro) e supera o preço máximo de 2010 (US$ 848.9, na semana terminada a 24 de dezembro) em 31,6% ou US$ 268.3, ficando apenas aquém do máximo de 2008 (US$ 1.424,5 na semana terminada a 4 de julho), em 21,6% ou US$ 307.3.
Em relação às semanas homólogas dos anos anteriores mais recentes, o preço de US$ 1.117,2 na semana terminada a 29 de abril representa agravamentos em 43,9% ou US$ 340.6 por tonelada face a 2010 e em 142,7% ou US$ 656.8 face a 2009.
Em relação à semana homóloga de 2008, está abaixo 1% ou US$ 11.3.
O preço indicado pelo Índice é calculado semanalmente a partir dos preços em cinco regiões mundiais, ponderados pelo seu peso relativo no setor.
América do Norte
O Índice especifica que a região com mais peso é a América do Norte, que representa 39%, seguindo-se a Europa, com 28%, Ásia e Oceânia, com 22%, Médio Oriente e África, com 7%, e América Central e do Sul, com 4%.
Esta é a região com preço médio mais elevado na semana terminada a 29 de abril, com US$ 1.142,8 por tonelada (+47% que há um ano), seguida pela Europa, com US$ 1.134,5 (+45,5%), e América do Norte, com US$ 1.116,1 (+46,3%).
Depois vem o Médio Oriente e África, com US$ 1.100,7 (+46,2%), e, por fim, a Ásia e Oceânia, com US$ 1.096,5 (+43,9%).







