Preços ao consumidor nos Estados Unidos mostram maior queda desde 1947

Em: 19 de novembro de 2008
O indicador CPI, o índice de preços ao consumidor dos EUA, apontou deflação de 1% em outubro. Segundo o Departamento de Trabalho americano, trata-se da maior queda para este indicador desde fevereiro de 1947
O indicador CPI, o índice de preços ao consumidor dos EUA, apontou deflação de 1% em outubro. Segundo o Departamento de Trabalho americano, trata-se da maior queda para este indicador desde fevereiro de 1947

O indicador CPI, o índice de preços ao consumidor dos EUA, apontou deflação de 1% em outubro. Segundo o Departamento de Trabalho americano, trata-se da maior queda para este indicador desde fevereiro de 1947. Em setembro, o mesmo índice havia ficado estável.
O chamado “núcleo” do índice, que exclui do cálculo geral os preços mais voláteis (energia e alimentos), mostrou uma variação negativa de 0,1%. Trata-se da primeira vez que o “núcleo” do CPI mostra deflação desde 1982. O “núcleo” é uma medida ainda mais influente que o índice “cheio” para a definição de expectativas sobre a economia. Os analistas do mercado financeiro projetavam uma deflação de 0,8% para o índice “cheio” e uma variação de 0,2% para o núcleo.
Os preços da energia no mês passado tiveram queda recorde, de 8,6%, com um recuo de 14,2% nos preços da gasolina. O preço médio do galão agora está em US$ 2.07, segundo a EIA (Administração de Informações sobre Energia, na sigla em inglês), órgão ligado ao Departamento de Energia.
Os preços dos alimentos, por sua vez, subiram 0,3%, metade do avanço visto em setembro. Mesmo assim, os preços dos alimentos estão 6,1% acima do registrado um ano antes.
Os preços caíram ainda nos grupos Vestuário, Carros Usados, Carros Novos e Passagens Aéreas. A perspectiva para os próximos meses é de mais quedas, uma vez que as redes varejistas têm se esforçado para atrair consumidores cada vez mais preocupados com a possibilidade de perderem o emprego.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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