Preços de imóveis caem 18% em outubro nos Estados Unidos

Em: 30 de dezembro de 2008
Os preços de imóveis nos Estados Unidos caíram 18% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o índice Standard & Poor’s/Case-Shiller, divulgado ontem
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Os preços de imóveis nos Estados Unidos caíram 18% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o índice Standard & Poor’s/Case-Shiller, divulgado ontem

Os preços de imóveis nos Estados Unidos caíram 18% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o índice Standard & Poor’s/Case-Shiller, divulgado ontem. Trata-se da pior queda registrada por esse indicador desde 2000, que leva em conta os preços coletados em 20 áreas metropolitanas: Atlanta, Boston, Charlotte, Chicago, Cleveland, Dallas, Denver, Detroit, Las Vegas, Los Angeles, Miami, Minneapollis, Nova York, Phoenix, Portland, San Diego, San Francisco, Seatlle, Tampa e Washington.

Áreas metropolitanas

A queda é ainda mais dramática se considerado o índice mais restrito, que abrange somente dez áreas metropolitanas: 19,1%, o pior índice em 21 anos.
“O “bear market’ [mercado de baixa] continua, e os preços dos imóveis voltaram para os níveis de março de 2004. Ambos os índices e 14 das 20 áreas metropolitanas atingiram taxas recordes de declínio.

Três novos mercados

Em outubro deste ano, o índice para dez cidades já caiu 25% se comparado com o pico registrado em meados de 2006, enquanto o índice para 20 cidades está 23,4% abaixo daquele nível. E em outubro, três novos mercados entraram para o clube dos três dígitos (de queda): Atlanta, Seatlle e Portland, onde os preços dos imóveis caíram 10,5%, 10,2% e 10,1%, respectivamente”, comentou o autor do relatório, o analista David Blitzer.

Confiança do consumidor cai ao menor nível da história em dezembro

A confiança do consumidor medida pelo instituto privado Conference Board caiu em dezembro para o nível mais baixo desde que o indicador foi criado, em 1967. O índice ficou em 38 pontos em dezembro, contra 44,7 pontos no mês passado. O resultado foi muito pior que o esperado pelos analistas: eles previam que fosse subir levemente até 45 pontos.
O sub-indicador que mais apresentou perda foi o de Situação Atual, que estava em 42,3 pontos em novembro e despencou para 29,4 pontos. É o nível mais baixo desde a recessão de 1990 e 1991, disse a Conference Board.
O enfraquecimento do mercado de trabalho parece ter superado o declínio dos preços da gasolina entre os temores dos consumidores.
Obter empregos foi considerado “difícil” para 42% das pessoas em dezembro, contra 37,1% em novembro. Já a oferta de trabalho foi considerada “abundante” para 6,2%, contra 8,7% no mês anterior.
Também houve redução na expectativa de que o salário suba nos próximos meses. Essa previsão foi feita por 12,7% dos entrevistados -em novembro foram 13,1%.

Rede de lojas

Já as vendas das redes de lojas caíram 1,5% na semana encerrada em 27 de dezembro, na comparação com a semana anterior, o que constituiu uma temporada de festas de fim de ano muito ruim, anunciou Associação Internacional de Centros Comerciais. As vendas haviam aumentado 2,6% na semana encerrada em 20 de dezembro, após um aumento de 0,6% na semana anterior.
Em termos anuais, as vendas da semana encerrada em 27 de dezembro caíram 1,8%, contra uma queda de 0,6% uma semana antes.
Na semana passada, outros indicadores apontaram no mesmo sentido. Dados preliminares levantados pela SpendingPulse, divisão da MasterCard Advisors que compila dados de compras pagas com cartões de crédito e cheques, as vendas caíram entre 5,5% e 8% em 2008, na comparação com 2007.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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