O subsecretário da Sempab (Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento), Rogério Vasconcelos, anunciou que pequenos e médios agricultores de Manaus não vão mais usar agrotóxicos e sim fertilizantes naturais no cultivo de frutas, verduras e legumes. “A produção de alimentos é uma grande responsabilidade, por isso a prefeitura está incentivando a agricultura orgânica para evitar problemas como intoxicação, que pode ocorrer com a continuidade do consumo de produtos com agrotóxicos”, disse ele durante reunião com a imprensa na Colônia dos Japoneses, no Parque Dez, na última sexta-feira.
Para Vasconcelos, os agricultores mostram que a produção de alimentos é de fato uma fonte de renda no município,”que é um grande centro consumidor que comercializa tudo que produz”. Ele disse que os cultivadores, aqueles que trabalham em todo o processo de cultivo das hortaliças, são muito injustiçados, já que têm que vender o produto por um preço muito inferior ao que é comercializado posteriormente.
“Por isso estamos estudando a possibilidade de levá-los às escolas com quadra poliesportiva que tenham mais de 2 mil alunos para vender seus produtos, determinando o preço que eles acharem justo. Já adquirimos as barracas, só falta conversar com os agricultores e escolher as escolas. O sistema deve funcionar em forma de rodízio, cada final de semana uma instituição escolhida será uma espécie de feira do produtor mais perto das famílias, devendo mobilizar bairros e até zonas inteiras”, ressaltou ele. O subsecretário também falou da importância de conscientizar o consumidor sobre essa proposta de mudança na venda da produção. “Queremos mostrar que Manaus não tem só indústria e comércio. Manaus também tem produção agrícola, tanto que estamos no Parque Dez, zona urbana da cidade, e podemos conferir as hortaliças produzidas no município e incentivar a população a dar valor às verduras e vegetais cultivadas aqui”, afirmou.
Acesso à crédito
A Sempab recebeu autorização da prefeitura para viabilizar o acesso desses agricultores ao crédito rural, que será de até R$ 5 mil. Vasconcelos também abordou o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), que através do Banco da Amazônia disponibilizará um crédito de até R$ 36 mil para que o produtor possa ampliar e desenvolver seu negócio. “Demanda tem, nós precisamos de mais oferta”, declarou Vasconcelos, em nome dos agricultores.







