As obras de recuperação das vias do Distrito Industrial devem começar nos próximos dois meses. Os trabalhos propostos pelo projeto executivo da Prefeitura de Manaus foram divididos em três etapas, ou lotes, possibilitando a antecipação dos serviços em pelo menos, três meses. Segundo a Prefeitura, os esforços estão concentrados na celeridade das atividades. Ontem, a empresa AGC Engenharia, vencedora da licitação, e o prefeito de Manaus, Arthur Neto, entregaram o projeto de revitalização ao superintendente da Suframa, Appio Tolentino, durante reunião. A equipe técnica e jurídica da autarquia deverá analisar os documentos e posteriormente responder ao município.
A divisão do projeto executivo em três lotes levou em consideração toda a geografia da área do Distrito Industrial 1 e 2, a tipologia do solo e os problemas encontrados nas vias. Além de um melhor andamento no cronograma das obras, a medida também favorece a redução dos custos de logística, com canteiros de obras mais bem distribuídos.
O prefeito Arthur Neto frisou que há pressa no início dos trabalhos e que por meio do projeto será possível vencer a burocracia que geralmente atrapalha o andamento e conclusão de obras. “Driblaremos, com respaldo jurídico, a burocracia que emperra este país e nos aproximaremos da tão sonhada obra de recuperação do polo industrial. Temos uma pressa responsável nessa questão, que será fundamental para a vida econômica de Manaus e do Amazonas”, destacou.
De acordo com o vice-prefeito e secretário Municipal de Infraestrutura, Marcos Rotta, a meta é reduzir os prazos e iniciar as atividades assim que possível, ainda no período do verão, que geralmente em Manaus encerra em outubro. Rotta também destacou a necessidade de responder positivamente às expectativas da sociedade em ver a revitalização das ruas do distrito industrial.
“Queremos que o PIM (Polo Industrial de Manaus) volte a ser considerado como um cartão-postal. Buscamos esse atendimento por meio do diálogo e da harmonia entre a Seminf, a empresa vencedora da licitação e a Suframa. Queremos começar as obras ainda no período do verão”, informou. “Estamos muito esperançosos com a sinalização positiva já dada pelo superintendente”, completou.
Na avaliação do superintendente da Suframa, Appio Tolentino, é preciso viabilizar infraestrutura ao PIM contribuindo para a continuidade e manutenção das atividades produtivas. Ele também salientou a importância de encontrar caminhos para que os entraves burocráticos não prejudiquem ainda mais o crescimento econômico do Amazonas. “Vivemos um momento delicado para o nosso PIM, que enfrenta sérias dificuldades para manter seu crescimento. Precisamos dotar o distrito da infraestrutura necessária para o desenvolvimento das fábricas aqui instaladas. Nosso objetivo é fazer com as coisas aconteçam. Ganha Manaus e todo o Amazonas”, defendeu.
Para o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, a notícia da celeridade quanto ao início das obras de revitalização do distrito industrial representa alívio e tranquilidade aos empresários. Ele conta que ao longo de vários anos tanto os trabalhadores como os empresários sentem o descaso com a área onde as fabricantes estão instaladas. Os buracos, segundo o empresário, têm gerado prejuízos às empresas porque geram um transporte inadequado com danos aos produtos acabados que são transportados.
“O carro ao cair em um buraco faz com que as cargas saiam do lugar de armazenamento inicial e isso causa danos aos produtos e consequentemente, ônus às fabricantes. É um acontecimento recorrente”, disse.
Azevedo também sugeriu que as fabricantes contribuam com a manutenção da boa imagem da área industrial ao se comprometer em preservar a fachada da indústria.
“É importante que após esse trabalho de revitalização a Suframa converse com as indústrias para que cada empresa contribua com a manutenção da sua fachada. Dessa forma já estaremos contribuindo com a melhoria do local. Também nos colocaremos à disposição para ajudar no que for necessário durante a atuação da Prefeitura, como por exemplo, guardando o maquinário em nossos pátios”, comentou.






