Prefeitura vai compensar corte de árvores centenárias do Centro

Em: 20 de maio de 2008
Na lista de espécies que deverão ser doadas pela Semosbh estão seringueiras, paus-d’arco, tabebuias, camaruzeiros, samaumeiras e mognos, além de 40 biribazeiros.
Na lista de espécies que deverão ser doadas pela Semosbh estão seringueiras, paus-d’arco, tabebuias, camaruzeiros, samaumeiras e mognos, além de 40 biribazeiros.

A Prefeitura de Manaus vai doar à cidade 340 mudas de árvores em compensação ambiental às obras de alargamento da avenida Epaminondas, no Centro, de onde foram retiradas 17 árvores centenárias. A medida, prevista pela Resolução 090/2006 do Comdema (Conselho Municipal de Desenvolvimento e Meio Ambiente), será feita pela Semosbh (Secretaria Municipal de Obras, Serviços Básicos e Habitação), que vai repassar as mudas para o Horto Municipal.
O cálculo compensatório foi feito pela Semma (Secretaria Municipal de Meio Ambiente), que também levou em consideração para a concessão da licença de execução das obras a Resolução 369/05 do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente), que permite intervenções ambientais no caso de obras de interesse público e social – como o alargamento da Epaminondas, que vai desafogar o fluxo viário no local.
Na lista de espécies que deverão ser doadas pela Semosbh estão seringueiras, paus-d’arco, tabebuias, camaruzeiros, samaumeiras e mognos – 60 unidades para cada uma , além de 40 biribazeiros.
A técnica Rafaela Nemer, do Núcleo de Laudos e Vistorias da CQCA (Coordenadoria de Qualidade e Controle Ambiente) da Semma foi a responsável pela vistoria na área, realizada em fevereiro. Segundo ela, outro fator que contribuiu para a obtenção do número de mudas doadas foi o diâmetro médio de todas as árvores atingidas pelas obras – aproximadamente 50 centímetros.
A vistoria foi acompanhada pelo também técnico Agildo Almeida Leonel, da Semosbh. Na ocasião constatou-se a impossibilidade da realização do processo de transplantio, em que árvores adultas são removidas de seus espaços de origem para serem realocadas em outros pontos da cidade
O coordenador de Arborização e Paisagismo da Semma, Heitor Liberato Júnior, explica que as operações de transplantio são extremamente delicadas pois exigem grandes aparatos técnicos para efetivar a transferência das árvores.
“Ao ser removida inevitavelmente a árvore sofre um grande trauma uma vez que a luminosidade e as próprias condições do ambiente são nocivas as suas raízes, que só estão definitivamente seguras quando estão abaixo do solo”, explica o coordenado.
Para que o processo possa ser efetivado, a árvore transplantada deve ser podada para que haja uma leve queda de seu índice metabólico.
“Essa redução do metabolismo é necessária para que durante o processo de transplantio a integridade física e biológica da espécie seja preservada”, explica Heitor, lembrando que nem todas as espécies podem ser transplantadas. “A mangueira, por exemplo, tem um grande sistema de raízes, que junto com os fragmentos de solo a ela ligada, pesa cerca de sete toneladas, além do peso da própria árvore, o que inviabiliza o processo”, disse.

Redação

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