Premiê grego pede que UE aprove mecanismo de ajuda ainda este mês

Em: 18 de março de 2010
O primeiro-ministro grego, George Papandreou, pediu na quinta-feira aos líderes da UE (União Europeia) que aprovem um instrumento de ajuda financeira à Grécia na cúpula que será realizada na próxima semana, em Bruxelas
O primeiro-ministro grego, George Papandreou, pediu na quinta-feira aos líderes da UE (União Europeia) que aprovem um instrumento de ajuda financeira à Grécia na cúpula que será realizada na próxima semana, em Bruxelas

O primeiro-ministro grego, George Papandreou, pediu na quinta-feira aos líderes da UE (União Europeia) que aprovem um instrumento de ajuda financeira à Grécia na cúpula que será realizada na próxima semana, em Bruxelas.
Apesar do apelo, o chefe de Governo destacou que não necessariamente a Grécia fará do dinheiro dos outros países da UE.
“A cúpula da próxima semana é uma oportunidade para a tomada de uma decisão. Uma oportunidade para que a UE atenda às expectativas da Grécia. É uma oportunidade que não deveríamos desperdiçar”, disse Papandreu à imprensa após uma sessão do Parlamento Europeu.
Segundo o premiê, a habilitação desse mecanismo de ajuda, que deve baratear o refinanciamento do déficit grego, está bem avançada tecnicamente, mas ainda não foi estipulada em nível político. “Quando tivermos esse instrumento em andamento, ele será suficiente para tranquilizar os mercados, dizer a estes que a especulação acabou. Pode ser que nunca precisemos empregá-lo”, acrescentou.
“Não se trata de um pedido inviável, mas realista”, insistiu Papandreu, que afirmou que a Grécia precisa de “taxas de financiamento similares às da zona do euro” para conseguir empregar o dinheiro obtido com o plano de austeridade para “promover o crescimento e a prosperidade”, em vez de gastá-lo no financiamento de dívidas.
Por esse motivo, o premiê voltou a dizer que, embora prefira uma “solução europeia”, não descarta pedir ajuda econômica ao Fundo Monetário Internacional, que já declarou que as reformas adotadas pelas autoridades gregas tornam o país apto para receber ajuda do órgão
O desemprego na Grécia teve a maior alta em pelo menos 11 anos, ressaltando as dificuldades que Atenas enfrenta para reduzir o deficit orçamentário, enquanto os cortes de gastos do governo ameaçam prejudicar ainda mais a economia já em contração.
A taxa de desemprego grega subiu para 10,3% no último trimestre de 2009, de 7,9% no ano anterior.
Foi o maior nível de desemprego desde o primeiro trimestre de 2005, e a maior variação na base anual desde que a série de dados trimestrais começou, em 1998, indicando que o ritmo em que as pessoas estão perdendo seus empregos está acelerando.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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